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19.10.2017 | 23:51

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Bahia e Pernambuco se unem contra privatização da Chesf

Audiência pública na ALBA, dia 17/10, sobre a privatização

Antônio Galdino com informações da Aposchesf/Salvador

Bahia e Pernambuco se unem contra privatização da Chesf

Oliveira Brito dizia: "A Chesf não tem dono, nem Senhor", mas quem se faz de surdo, não quer ouvir.

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Caminhada ruma à ALBA, contra a privatização da CHESF

Caminhada ruma à ALBA, contra a privatização da CHESF

 A informação que o Governo Federal tem entre os seus projetos a privatização da Chesf e da Eletrobrás vem mobilizando Câmaras de Vereadores, Assembleias Legislativas e governadores do Nordeste.

O maior de todos os argumentos contra esta medida do governo federal é que "PRIVATIZAR A CHESF É PRIVATIZAR O RIO SÃO FRANCISCO", de onde vem a água que movimenta quase todas as suas usinas hidrelétricas que transformaram a vida de milhões de nordestinos a partir da década de 1950 quando foi inaugurada a Usina Paulo Afonso I.

Em Março de 1948 a Chesf completa 70 anos de sua instalação administrativa e esta data não pode ser comemorada com a entrega desse patrimônio nacional a quem pagar alguns dólares a mais.

É preciso ficar lembrando sempre que a história do Nordeste é escrita em duas partes bem distintas. ANTES da Chesf era uma região miserável. de povo sem opção de desenvolvimento, eram os Estados da federação chamados de "coitadinhos", sempre de pires na mão esperando as migalhas, que deu até música de Luiz Gonzaga: "Mas doutor, uma esmola, para um homem que é são, ou lhe mata de vergonha ou vicia o cidadão".

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NÃO à privatização da Chesf

NÃO à privatização da Chesf

A Chesf fez com que o Nordeste se tornasse grande, poderoso, rico e com o nível de desenvolvimento que surpreende a todos os estudiosos. O Nordeste DEPOIS da Chesf é uma potência, um lugar belíssimo, de um turismo que causa inveja a muita gente. De indústrias, universidades, centros médicos de referência. E o Nordeste é da gente, povo sertanejo que ama esta terra. E os governadores, os políticos de todos os Estados não podem ser ingratos e permitirem que se venda a Chesf por quaisquer trinta dinheiros. Não, Senhor!

Lembro que a Chesf teve um presidente, o respeitadíssimo ministro Oliveira Brito que dizia: "A Chesf não tem dono, nem Senhor".
Mas agora, para cobrir os rombos do tesouro nacional querem vender tudo. Até o nosso sofrido rio São Francisco. Pois é como se dissessem: "Comprem a Chesf e levem o rio São Francisco de presente".

A importância desse tema tem mobilizado políticos de Pernambuco, da Assembleia Legislativa e Câmara do Recife, da Câmara de Delmiro Gouveia/AL, da Câmara de Paulo Afonso/BA e por este Nordeste a fora. Agora, também mobilizou, nesta segunda-feira, dia 17 de Outubro, centenas de empregados e de aposentados da Chesf de Salvador que se organizaram em caminhada para participarem da audiência Pública em defesa da NÃO PRIVATIZAÇÃO DA ELETROBRÁS/CHESF, como informa à Folha Sertaneja o Diretor Regional da APOSCHESF Salvador, Renato Bastos de Sant"Anna.
Renato enviou a este jornal “os dados fornecidos pela Assessoria de Comunicação da ALBA”, que informa:

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Audiência Pública contra a privatização da Chesf na ALBA

Audiência Pública contra a privatização da Chesf na ALBA

 A pedido do Sindicato dos Eletricitários da Bahia (Sinergia), e com apoio dos deputados Fábio Souto (DEM) e Zó (PC do B), integrantes da Comissão de Meio Ambiente - além Paulo Rangel e Maria del Carmen, ambos do PT - a Assembleia Legislativa debateu ontem, 17/10, em audiência pública, os 'Impactos da Privatização da CHESF' e a situação do Rio São Francisco.

O evento contou com a participação de muitos deputados estaduais e federais da Bahia, além de representantes dos povos indígenas, vereadores, comunidades ribeirinhas atingidos por barragens, pequenos agricultores, comerciantes, MST, e um grande número de servidores da Chesf, denominados de chesfianos, além de outros representantes da comunidade civil organizada, contrários à privatização. O deputado estadual Lucas Ramos e o ex-federal Fernando Ferro, ambos de Pernambuco, também participaram dos debates, visando acima de tudo "fortalecer a frente parlamentar do Nordeste contra a privatização da Chesf".

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Audiência Pública contra a privatização da Chesf na ALBA

Audiência Pública contra a privatização da Chesf na ALBA

Um dos objetivos do Sinergia ao pleitear esta audiência pública foi sensibilizar o maior número de parlamentares baianos no sentido de mostrar o quanto a Chesf impulsiona o desenvolvimento econômico do Nordeste. A empresa, segundo o sindicato, é geradora de emprego e renda, além de ser fundamental na preservação do Rio São Francisco, que ao longo da sua história é motivo de preocupação pelo uso múltiplo de suas águas.

Durante os debates, foi negado que a Chesf seria um 'cabide de empregos', possuindo, em seu quadro de servidores, técnicos capacitados e também concursados. Além disso, foi anunciado pela engenheira Lais Falcão que a empresa deu lucro em 2016 e está também dando lucros em 2017.

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Dep. Paulo Rangel na audiência pública da ALBA

Dep. Paulo Rangel na audiência pública da ALBA

 O deputado Paulo Rangel (PT) foi taxativo no início do seu pronunciamento quando disse “não à privatização” e acrescentou. "Sou eletricitário desde o útero da minha mãe, quanto ela chegou em Paulo Afonso e anos depois, por volta de 1959, passou a ser funcionária da Chesf. Pude acompanhar toda a fase de estruturação da Chesf. Eu quero aqui fazer uma avaliação do futuro em relação ao que isso pode representar. Paulo Afonso, na década de 70, recebia mais turistas para visitação às cachoeiras do que hoje.
A privatização da Chesf faz parte de uma política entreguista”, disse.

O deputado pernambucano Lucas Ramos não escondeu seu entusiasmo pelo apoio da Assembleia Legislativa da Bahia a esta causa, "principalmente quando dá as mãos à Casa Legislativa de Pernambuco, numa autêntica frente parlamentar para evitar a privatização da Chesf e do Rio São Francisco. Pediu apoio na representação que Pernambuco fará ao Ministério Público e à Justiça contra o desejo do Governo Federal de privatizar a Chesf, "já com empresários chineses sonhando com essa possibilidade", disse.

Entre os parlamentares baianos também estavam presentes os estaduais Joseildo Ramos, Zé Neto, Bira Corôa e Rosemberg Pinto, do PT; Eduardo Salles (PP), Luciano Simões Filho (PMDB), Roberto Carlos (PDT), Luciano Ribeiro (DEM), além dos federais Nelson Pelegrino e Luiz Caetano, ambos petistas.

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