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29.03.2018 | 01:07

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Mais emoções nos 70 anos da Chesf. Agora em Angiquinho

28 de Março de 2018, abre-se o baú de memórias!

Antônio Galdino

Mais emoções nos 70 anos da Chesf. Agora em Angiquinho

Arq. Folha Sertaneja
Usina Angiquinho - Delmiro Gouveia/AL

Usina Angiquinho - Delmiro Gouveia/AL

 Usina Angiquinho, Delmiro Gouveia/AL, 28 de Março de 2018, abre-se o baú de memórias!
Durante o mês de Março e ainda em outros meses de 2018, os nordestinos de várias regiões tem sido contagiados pela emoção e pelas lembranças da história de uma empresa de produção de energia hidroelétrica instalada no meio da caatinga e debaixo de um sol escaldantes nas terras de Forquilha, no sertão do Nordeste brasileiro.

Foto: Antonio Galdino
Usina Angiquinho, vista do Mirante da Cachoeira, Ilha do Urubu/PA

Usina Angiquinho, vista do Mirante da Cachoeira, Ilha do Urubu/PA

E isso aconteceu no meio do século passado, nos idos de 1948, ano em que em 15 de Março a Companhia Hidro Elétrica do São Francisco, a Chesf, criada pelos Decretos-Leis Nº 8.031 e 8.032, em 3 de outubro de 1945, levados pelas mãos do Ministro da Agricultura, Apolônio Jorge de Farias Sales e assinados pelo presidente Getúlio Vargas foi, enfim instalada pelo governo federal, já no gestão do presidente General Eurico Gaspar Dutra.

Para cumprir a sua missão de produzir energia elétrica a partir da força das águas do rio São Francisco, Apolônio aproveitou a ideia do sertanejo de Ipu/CE, Delmiro Augusto da Cruz Gouveia que se instalara na região no começo do século e, lançando um olhar diferente para a imensidão das águas da Cachoeira de Paulo Afonso, viu ali a oportunidade de gerar riquezas, produzindo energia hidroelétrica, como diz a imortal canção de Luiz Gonzaga e Zé Dantas, chamada Paulo Afonso e lançada quando a primeira Usina de Paulo Afonso começou a funcionar, em 1955.

Foto: Antonio Galdino
Coral Chesf Paulo Afonso, em Angiquinho, 28/03/2018

Coral Chesf Paulo Afonso, em Angiquinho, 28/03/2018

“Delmiro deu a idéia
Apolônio aproveitou
Getúlio fez o Decreto
E Dutra realizou
E o presidente Café
a Usina inaugurou”

Arq. Folha Sertaneja
Usinas Paulo Afonso, 1, 2 e 3.

Usinas Paulo Afonso, 1, 2 e 3.

 A pequena Usina Hidrelétrica de Angiquinho, a primeira do Nordeste, funcionou até o ano de 1960 e hoje, desativada por se tornar economicamente inviável, transformou-se em patrimônio tombado pelo Governo de Alagoas e potencial atrativo turístico da região.

Nas comemorações dos 70 anos Chesf, que começou a funcionar na região 35 anos depois de construída a Usina Angiquinho, esta usina foi cenário de um belo momento de memórias daqueles primeiros e difíceis tempos do início do Século 20.

Foto: Antonio Galdino
Diretor de Gestão da Chesf, Joel de Jesus, Luiz Rubem, gerentes da Chesf e convidados em Angiquinho

Diretor de Gestão da Chesf, Joel de Jesus, Luiz Rubem, gerentes da Chesf e convidados em Angiquinho

Um evento realizado nos salões da Usina Hidrelétrica de Angiquinho reuniu pioneiros, o Coral Chesf de Paulo Afonso, o diretor de Gestão da Chesf, Joel de Jesus, os gerentes do Departamento de Gestão de Paulo Afonso, Lázaro Galvão e do Departamento de Operação, Elerson Carlos, outros gerentes da hidrelétrica em Paulo Afonso e descendentes de moradores da Usina, hoje trabalhadores da Chesf e convidados.

As emoções começaram quando o Coral Chesf Paulo Afonso, sobre a regência de Sandro Rogério, cantou a plenos pulmões a Canção do Operário da Chesf, criada por D. Marieta Ferraz, esposa do diretor Técnico da hidrelétrica, o engenheiro Otávio Marcondes Ferraz e interpretado nos anos da década de 1950 por outro pioneiro Bret Cerqueira Lima.

Foto: Antonio Galdino
Palestra do Engenheiro Flávio Motta

Palestra do Engenheiro Flávio Motta

 Uma exposição fotográfica montada pelo historiador Luiz Rubem, encheu de emoção o diretor Joel de Jesus que, em sua fala disse do seu interesse de celebrar um convênio com a Prefeitura de Delmiro Gouveia, cujo prefeito Eraldo Cordeiro estava presente, “para que a Usina Angiquinho continue sendo preservada e contando a todos a história do pioneirismo da energia hidro elétrica no Nordeste”. Também estava presente a prefeito de Piranhas, Maristela Sena Dias.

Foto: Antonio Galdino
Diretor de Gestão da Chesf, Joel de Jesus

Diretor de Gestão da Chesf, Joel de Jesus

Em sua palestra, o engenheiro Flávio Motta, do Departamento de Operação da Chesf em Paulo Afonso, contou a história da importância de Delmiro Gouveia para esta região e com ele interagiram pessoas que moraram nestes salões e até tiveram familiares que trabalharam com Delmiro Gouveia, como é o caso de Carlos Roberto Cacau, hoje trabalhando na assessoria do Departamento de Gestão da Chesf em Paulo Afonso e cujo pai, Cícero Correia, trabalhou na Usina Angiquino.

Foto: Antonio Galdino
Chesf 70 anos. Da esq. Flávio Motta, Lázaro Galvão, Joel de Jesus, Prefeito Eraldo Cordeiro, Prefeita Maristela Sena e Elerson Gomes

Chesf 70 anos. Da esq. Flávio Motta, Lázaro Galvão, Joel de Jesus, Prefeito Eraldo Cordeiro, Prefeita Maristela Sena e Elerson Gomes

 Outro que foi testemunha da história é o chesfiano Carlos Ivan, cujo avô era uma espécie de encarregado da operação da usina no tempo de Delmiro Gouveia e nesta usina também trabalho o seu pai, depois absorvido pela Chesf onde ele e o filho trabalham, todos na área de operação da hidrelétrica. Foram quatro gerações produzindo energia elétrica para o Nordeste, desde a Usina Angiquinho.

Mais uma vez todos puderam ver o tamanho da importância da Chesf e o legado que esta empresa tem deixado para que o Nordeste tivesse a sua história escrita em duas partes bem distintas: o Nordeste de Antes e o Nordeste de Depois da Chesf. Há 70 anos.

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