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22.10.2017 | 18:44

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Um brinde aos de boa vontade

Porque a vida é um permanente recomeçar

Francisco Nery Júnior

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 Um brinde aos de boa vontade

Nada é feito sem boa vontade. Nada feito sem ela. Eis a causa da queda do comunismo experimentado na Rússia, depois União Soviética. Sem boa vontade para produzir, nada de comunismo. A boa vontade que tem dado certo no mundo é o lucro. O lucro tem sido a mola-mestra do desenvolvimento. Lucro significa resultado de produção. O lucro é a compensação de um trabalho realizado. Para os que não se libertam da ladainha da justificação, falamos de lucro e não de avareza; do lucro incentivado nas palavras de Jesus registradas na bíblia. Se a tentativa de implantação do comunismo tivesse sido precedida de um trabalho de conscientização das massas, como aconteceu com a Revolução Francesa, provavelmente o comunismo tivesse triunfado em boa parte do mundo. A ideia do bem comum e da inexistência de classes privilegiadas é, sem dúvida nenhuma, sedutora. O leitor atento poderá observar que o "comunismo" funcionou muito bem nos kibutzim de Israel e funciona nas cooperativas agrícolas do Brasil, principalmente as da Região Norte; funciona nas nossas praias e nos nossos estádios. Todos trabalham e usufruem do lucro nas cooperativas; se abraçam e se respeitam nas nossas praias e nos nossos estádios. Operário e empresário de ponta são um só torcedor e um só banhista. Curtem o momento, torcem e se divertem como iguais.

O prefeito ACM Neto correu a corrida dos dez quilômetros, hoje em Salvador, lado a lado com os seus munícipes. O presidente Temer anda liberando verbas adormecidas dos nossos programas oficiais para os mais pobres. O governador Rui Costa partiu para a China em busca de recursos para a ponte Salvador-Itaparica. O prefeito Luís de Deus começa a asfaltar as estradas para a zona rural e o prefeito interino de Paulo Afonso anuncia a instalação dos primeiros leitos de UTI (unidade de terapia intensiva) na cidade.

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É exatamente isto que esperamos dos nossos líderes. Se eles assim procedem para conquistar os nossos votos, que façam. Se tal postura ou procedimento é o resultado da nossa educação cívica e da nossa pressão, que seja. O mérito, todavia, permanece. Até porque há os que não fazem, não realizam ou se acomodam.

O prefeito Neto coalhou as praças de Salvador com equipamentos sociais. Em um local perto da Igreja do Bonfim, pude testemunhar a alegria das crianças do bairro e a descontração dos adultos nos espaços gramados. É o que temos estado pregando para a nossa cidade. É ao prefeito interino, Dr. Flávio, que nos dirigimos basicamente. Herdeiro do DNA do professor Silva e de dona Socorro, gerente da antiga Sala de Visitantes do Acampamento Chesf, primeiro prefeito "da terra", o Flávio que conhecemos estudante aplicado nas nossas salas de aula certamente comprará a ideia.

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 Em se tratando de boa vontade, acabo de ler que os cartórios poderão ser autorizados a emitir passaportes. O pauloafonsino que viaja estará livre da insanidade de viajar duas vezes a Salvador para tirar um passaporte.

Não resta dúvida que os tempos são difíceis. Ainda estamos mergulhados em uma crise econômica profunda. Grande parte dos impostos é dedicada ao pagamento da dívida oficial. Mas o leitor há de convir que apresentamos alguns exemplos de avanço demonstrados por pessoas comprometidas com o bem-estar do seu semelhante. Na prática da democracia representativa, são elas que conquistam os nossos votos. São as suas ações que nos convencem. Não são os seus pedidos.

Francisco Nery Júnior

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