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08.06.2013 | 01:28

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ONU lança apelo histórico para enfrentar crise da guerra civil na Síria

'A Síria como civilização está se desfazendo', afirmou comissário. ONU também disse que país precisará de ajuda humanitária até fim do ano.

Da Reuters

Fonte BBC e agências internacionais
guerra civil na Síria

guerra civil na Síria

 A Organização das Nações Unidas advertiu nesta sexta-feira (7) que metade dos sírios vai precisar de ajuda humanitária até o final de 2013 e lançou o que disse ser o maior apelo de emergência na história para lidar com a crise da guerra civil.
"A Síria como civilização está se desfazendo", disse o alto-comissário para refugiados da ONU, Antonio Guterres, anunciando o pedido para cerca de US$ 5 bilhões antes do fim deste ano.
O comunicado conjunto das agências da ONU coincide com combates pesados em várias frentes, enquanto rebeldes atacavam uma base aérea no norte da Síria e forças leais ao presidente Bashar al-Assad buscavam capitalizar sobre suas vantagens recentes.
Confrontos também continuaram nas Colinas de Golã, perto da linha de cessar-fogo entre Israel e Síria, um dia depois de rebeldes terem tomado brevemente a única travessia entre os dois inimigos.
A Áustria, um importante contribuinte à missão de monitoramento da ONU no Golã, anunciou na quinta-feira que estava se retirando da área por causa da violência, pondo em risco uma operação que tem ajudado a manter a guerra israelo-síria calma por quatro décadas.
O presidente russo, Vladimir Putin, que vem apoiando o governo sírio desde o início da agitação em março de 2011, disse que a Rússia estava pronta para substituir as tropas de paz austríacas.
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"Mas isso acontecerá, claro, somente se as potências regionais mostrarem interesse, e se o secretário-geral da ONU nos pedir para fazer isso", disse Putin em uma reunião com oficiais russos.
Destacando a escala da crise, agências humanitárias da ONU em Genebra disseram que 10,25 milhões de sírios iriam precisar de ajuda até o final do ano, a um custo de US$ 5 bilhões.
"Os fundos que estamos pedindo são uma questão de sobrevivência para sírios em sofrimento e são existenciais para os países vizinhos que abrigam refugiados", disse Guterres.
A julgar pelos fluxos atuais de refugiados, as Nações Unidas também preveem que a população de refugiados sírios irá dobrar nos próximos sete meses para 3,45 milhões, dos 1,6 milhão.
Os refugiados são abrigados geralmente em acampamentos esquálidos no Líbano, Jordânia, Turquia, Iraque e Egito. A mídia libanesa divulgou nesta semana que o país poderia tentar suspender o fluxo, preocupado de que a guerra síria provoque ódio sectário ali.
O grupo xiita libanês Hezbollah despejou seus homens na Síria para ajudarem Assad a combater os rebeldes de maioria sunita, desempenhando um papel crucial na captura, no início desta semana, de Qusair - uma cidade em uma rota chave ligando a capital Damasco à costa.
Forças sírias moveram-se nesta sexta-feira para expulsar bolsões remanescentes de resistência ao redor da cidade. O Exército de Assad e os combatentes do Hezbollah devem voltar suas atenções nos próximos dias para as posições rebeldes em torno da cidade de Aleppo, no norte do país.

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