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15.08.2014 | 18:52

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Acidente da aeronave que matou Eduardo Campos em Santos

Breve relato de Jaime Jackson

Antônio Galdino com texto de Jaime Jackson

divulgação
Jaime Jackson em frente ao prédio do seu escritório em Santos/SP

Jaime Jackson em frente ao prédio do seu escritório em Santos/SP

 O pauloafonsino Jaime Jackson, filho do ex-vereador José Freire da Silva, que já foi presidente da Câmara Municipal de Paulo Afonso mora há muitos anos na cidade de Santos, em São Paulo, onde se formou em jornalismo, escreveu alguns livros contando histórias de Paulo Afonso, do seu tempo de estudante, já participou de um filme, chegou a ser candidato a vereador e hoje administra um escritório imobiliário, a empresa Quental Consultoria Imobiliária.

Na terça-feira, dia 13 de Agosto, Jaime saiu de sua residência, que fica a apenas 20 minutos a pé do escritório e chegou à Quental para o trabalho do dia. Segundo Jaime Jackson, o escritório fica a menos de 50 metros do local da queda do avião.

Na quarta feira, por volta do meio dia eu estava no Recife e acompanhava o noticiário da TV sobre a queda de um avião em rua residencial de Santos/SP. Pouco depois vi Jaime Jackson, como trabalhador naquela área, ainda com expressão de assustado, dando uma entrevista para jornalista da Rede Globo, que estava fazendo a cobertura ao vivo para o jornal Hoje dessa tragédia que matou o candidato a presidente da República, Eduardo Campos e outras seis pessoas.
Pedi ao Jaime Jackson que falasse dessa sua experiência e me enviasse fotos do local. Eis o seu relato e suas fotos. (Antônio Galdino)

Acidente da aeronave em Santos

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O local da queda do avião, visto de frente do prédio da Quental Imobiliária

O local da queda do avião, visto de frente do prédio da Quental Imobiliária

 “Parecia um dia normal, 13 de agosto, uma quarta feira. Caía uma chuva fina e fazia um pouco de frio. Fui para meu escritório trabalhar. Já no trabalho ao me levantar para tomar um café, escutei um estrondo, um barulho. O escritório tremeu e pedaços de vidros da janela caíram por cima de mim. Fiquei atordoado, sem saber o que tinha acontecido.

Eram exatamente 9 horas e 40 minutos. Pensei, a princípio, que fosse uma batida de carro que se chocou contra meu escritório imobiliário aqui em Santos, na Rua Alexandre Herculano com Vahia de Abreu, a menos de 50 metros do local do acidente.

A explosão foi tão forte que atingiu várias casas do bairro, mas ninguém imaginava ser uma aeronave que tivesse caído. Chegaram dizer ser a explosão de um botijão. Minutos depois os bombeiros começaram a chegar, assim como os carros da polícia. Logo, a rua foi toda invadida e formou-se grande multidão mas ninguém entrava ou saía.

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O pauloafonsino Jaime Jackson em frente ao prédio do seu escritório em Santos/SP

O pauloafonsino Jaime Jackson em frente ao prédio do seu escritório em Santos/SP

Logo se confirmou que realmente uma aeronave tinha caído, mas ninguém sabia que tipo e outras pessoas diziam que se tratava de um helicóptero.
Em meu escritório ficamos presos sem saber o que fazer. Aproximadamente às 11:30 fomos informado que o candidato a Presidente da Republica, o pernambucano, Eduardo Campos, neto do Miguel Arraes, estava dentro da aeronave. Pensei “Meu Deus! O homem fez uma entrevista ontem no Jornal Nacional"

A nossa recepcionista, que fica na sala da frente do nosso escritório, viu a aeronave vindo em nossa direção, quando foi desviada a atingiu as casas ao lado. Ela entrou em choque, mas já está bem Graças a Deus. Realmente a mão de Deus nos livrou desse trágico acidente."

Jaime Jackson Freire
Santos, 15 de agosto de 2014

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