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18.03.2016 | 00:53

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Dr. Gadelha homenageado pela Chesf em Paulo Afonso

Em 15 de Março/2016, por iniciativa da GRP

Da Redação

divulgação
Dr. Hélio Gadelha de Abreu

Dr. Hélio Gadelha de Abreu

 As novas gerações, mesmo os novos empregados chesfianos, certamente não conhecem a rica e importante história do Dr. Hélio Gadelha de Abreu e a sua contribuição para a existência da própria Chesf, marcada pelo pioneirismo no Nordeste a partir da construção da sua primeira e depois de outras usinas hidrelétricas que oferecem a energia necessária para mudar a história desta região.

Com certeza o Nordeste tem a sua história dividida claramente em duas partes: a de antes e a de depois da Chesf. “E o Dr. Gadelha teve uma atuação marcante porque na construção da primeira usina, cujos paredões de cimento, erguidos sob a sua orientação, ainda hoje, mais de 60 anos depois, parecem novos, assim como os da segunda e da terceira usinas onde ele também atuou”, diz o engenheiro Flávio Motta, gerente regional de Operação da Chesf em Paulo Afonso.

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Dr. Gadelha, acompanhando a escavação dos túneis para construção da Usina Pàulo Afonso

Dr. Gadelha, acompanhando a escavação dos túneis para construção da Usina Pàulo Afonso

Luiz Fernando Motta Nascimento, que já foi Diretor de Suprimento e Diretor de Construção da Chesf, hoje aposentado e morando em Salvador, diz que “Dr. Gadelha foi admitido na Chesf em 1948, ficando inicialmente lotado no Rio de Janeiro. Depois de aperfeiçoamento entre agosto e outubro de 1949, no Instituto de Pesquisas Tecnológicas de São Paulo, considerado um dos melhores do país, Dr. Gadelha foi transferido para Paulo Afonso onde ficou como responsável pela escolha do local e montagem do Laboratório de Concreto da Chesf, sendo também o responsável por todos os trabalhos da central de britagem, preparo e lançamento de concreto nas obras a céu aberto e subterrâneas da construção das usinas e barragem”.

Arquivo da Folha Sertaneja
Luiz Fernando Motta Nascimento

Luiz Fernando Motta Nascimento

Luiz Fernando conviveu com o Dr. Gadelha e escreveu emocionado texto falando da importância do trabalho deste pioneiro que também foi presidente do Clube Paulo Afonso nos anos de 1955 e 1956 e teve grande participação na construção do Ginásio Paulo Afonso de onde foi professor de Matemática, como colaborador, sem remuneração.

Flávio Motta disse ainda que “esses motivos nos fizeram pensar em homenagear esse engenheiro pioneiro de Paulo Afonso dando o seu nome ao prédio da Engenharia Civil, E esta homenagem adquire um valor ainda maior porque esse prédio foi construído quando da criação da área de engenharia civil de manutenção da geração e da transmissão de Paulo Afonso, na década de 80, pelos engenheiros Everaldo Monteiro, Roberto Abraão, Amorim e o Roberto Muricy de Abreu (hoje Assessor da Gerência Regional Sul). Neste evento se fez presente o engº Abraão representando toda a equipe técnica da época”.

Foto: Antônio Galdino
Família de Dr. Gadelha com diretores da Chesf e presidente da Eletrobrás

Família de Dr. Gadelha com diretores da Chesf e presidente da Eletrobrás

Para homenagear o Dr. Gadelha, vieram para Paulo Afonso a viúva do Dr. Gadelha, a enfermeira Maria Anaide Muricy de Abreu que também trabalhou muitos anos em Paulo Afonso, no Hospital Nair Alves de Souza. Com ela vieram os oito filhos do casal, Tereza Lúcia, Hélio, Ana Cristina, Antenor, Roberto, Ruy, Adalgisa e Ricardo, todos eles pauloafonsinos, nascidos no neste Hospital mantido até hoje pela Chesf.
Vieram também a única irmã viva do Dr. Gadelha, Dayse Gadelha de Abreu, esposas dos filhos, sobrinhos e o neto, Hélio Gadelha de Abreu Neto, que foi a alegria do encontro muito emotivo. Ele é filho de Hélio Abreu Neto, também presente.

Foto: Antônio Galdino
Prédio da GRP recebe o nome de Hélio Gadelha de Abreu

Prédio da GRP recebe o nome de Hélio Gadelha de Abreu

 O evento foi prestigiado pelo presidente da Eletrobrás, José da Costa Carvalho Neto, membros do Conselho de Administração da Chesf e toda a diretoria da hidrelétrica do São Francisco que estavam em Paulo Afonso para reunião administrativa da empresa e comemoração dos 68 anos da Chesf, além de outros chesfianos como o Administrador Regional da Chesf, Augusto Cezar, o gerente de Operação, Flávio Motta e gerentes destes dois órgãos da Chesf em Paulo Afonso.

Foto: Antônio Galdino
Engenheiro Flávio Motta, gerente da GRP

Engenheiro Flávio Motta, gerente da GRP

Os trabalhos desta solenidade simples mas muito marcante para os chesfianos e para os familiares foi conduzida pelos engenheiros Flávio Motta, gerente da GRP e Flávio Marcelo, gerente da DRBP, (Divisão Regional de Segurança de Barragens e Manutenção.

Foto: Antônio Galdino
Roberto Muricy lê relato sobre o pai, Hélio Gadelha

Roberto Muricy lê relato sobre o pai, Hélio Gadelha

 Um breve relato da vida do Dr. Gadelha, escrito por Luiz Fernando Motta foi colocado em uma placa na entrada do prédio da DRBP e lido, num clima de forte emoção, pelo seu filho Roberto Muricy.

O presidente da Eletrobrás, José da Costa também usou da palavra e falou da importância de homens como o Dr. Gadelha para se construir uma obra como as Usinas da Chesf.

Foto: Antônio Galdino
Presidente da Chesf, José Carlos Miranda

Presidente da Chesf, José Carlos Miranda

O presidente da Chesf, José Miranda, também ressaltou "a importância de chesfianos como Dr. Gadelha e outros pioneiros, que vieram de grandes centros para viver anos em uma região estranha, no meio do sertão, para construir um patrimônio com a Chesf". Ele falou da importância do evento e elogiou a iniciativa do gerente da GRP nesse trabalho de resgate da memória de pioneiros chesfianos.

Foto: Antônio Galdino
Familiares observam a placa em homenagem ao Dr. Gadelha

Familiares observam a placa em homenagem ao Dr. Gadelha

 

 

 

 

 

 

Foto: Antônio Galdino
Placa em homenagem ao Dr. Gadelha

Placa em homenagem ao Dr. Gadelha

 

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