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11.07.2016 | 20:38

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Portugal campeão da Europa

O sangue do bisavô Olímpio Nery da Silva falou bem alto

Francisco Nery Júnior

Da net
Portugal campeão da eurocopa

Portugal campeão da eurocopa

 Estamos a nos referir ao Portugal moderno, Portugal que nos recebe de braços abertos, nos acolhe na Baixa do Chiado, Fernando Pessoa de pernas cruzadas em bronze a participar, e nos transporta nos faceiros bondinhos elétricos de Lisboa. Os portugueses falam a nossa língua, como português falam Moçambique, Angola e Cabo Verde, além dos enclaves da Índia e da China. Luís de Camões e Fernando Pessoa acrescentaram à literatura internacional. Os navegadores, lá para trás, ampliaram as fronteiras do mundo. Pois agora, culminância de um esforço dinâmico, a taça da Eurocopa pertence a Portugal.

Duzentos milhões torcemos por eles. Onze milhões em Portugal e duzentos no Brasil. Somos portugueses. Deles descendemos. Herdamos a sua cultura e a sua língua. O mar que nos separa nos ajunta em espírito e em tradição. Esquecemo-nos das suas investidas coloniais de interesse. Lembramo-nos daquelas que nos deram resultados. Temos um território continental unido. Falamos uma língua única de norte a sul. Somos fruto das grandes descobertas. O sangue português se impôs nas nossas veias quando Portugal teve que enfrentar a França gloriosa das liberdades individuais.

Os franceses, os franceses demonstraram espírito esportivo além de muita garra. Jogaram, dentro de Paris, com todo o respeito aos visitantes portugueses. Os torcedores ficaram até o fim. Viram Cristiano Ronaldo levantar a taça e choraram o choro da decepção. A França bem que precisava de uma massagem no seu ego político. Assustada, melhor dizendo, afrontada pelos terroristas insanos dos últimos tempos, viu escapar da oportunidade a chance de subir o espírito patriótico francês cantando a Marselhesa. As lutas dos povos civilizados produzem vitórias, mesmo quando perdem.

Como um, torci e me senti bem. O sangue do bisavô Olímpio Nery da Silva falou bem alto. Ele foi um dos imigrantes da leva de 1870. Instalou-se na Bahia e nunca mais voltou para Portugal.
Portugal, a flor extrema da Península Ibérica, soube se impor. Como no tempo das grandes navegações, embora pequeno, soube mostrar ao mundo, através do futebol, que quem não é o maior pode ser o melhor.
Francisco Nery Júnior

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