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10.01.2017 | 14:56

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Redução da vazão do rio afeta municípios do Baixo São Francisco

Veja matéria do G1-Nordeste e email da Chesf

Antônio Galdino, com G1-Nordeste/Alagoas e Ascom/Chesf

Arq. Folha Sertaneja
Foz do rio São Francisco.

Foz do rio São Francisco. "O mar tá engolindo o rio..."

 O jornalismo da Rede Globo, através do Jornal Nacional e do seu portal G1 – Nordeste, traz mais uma impactante notícia sobre a situação crítica do rio São Francisco, que já teve a sua Cachoeira de Paulo Afonso, hoje seca, com a vazão de mais de 15 mil metros cúbicos de água por segundo o que atraiu até a visita do Imperador D. Pedro II em 20/10/1859.

Foto: Antônio Galdino
Placa da visita do Imperador D. Pedro II à Cachoeira de Paulo Afonso

Placa da visita do Imperador D. Pedro II à Cachoeira de Paulo Afonso

 

Quando a comitiva do Presidente Dutra esteve na Cachoeira de Paulo Afonso, em Julho de 1947, antes da criação da Chesf, o volume de águas desta cachoeira continuava impressionando a todos.

 

 

Revista O Cruzeiro, Julho de 1947
Presidente Dutra e comitiva visitam a Cachoeira de Paulo Afonso, Julho/1947

Presidente Dutra e comitiva visitam a Cachoeira de Paulo Afonso, Julho/1947

 Até oito, dez anos atrás, nas grandes cheias do rio São Francisco, a Cachoeira voltava à sua exuberância, até que foi minguando... e acabou. A vazão atual, de 700 metros cúbicos por segundo, liberada pela Chesf em Sobradinho vai direto para mover alguns geradores das usinas hidrelétricas de Luiz Gonzaga, em Petrolândia, as cinco usinas de Paulo Afonso e a Usina Hidelétrica de Xingó, em Canindé do São Francisco onde, onde apenas alguns das dezenas de geradores ali instalados ainda funcionam.

Foto Antonio Diniz
Há 10 anos a Cachoeira de Paulo Afonso estava assim.

Há 10 anos a Cachoeira de Paulo Afonso estava assim.

Hoje, o mal uso de suas águas, o descaso dos cuidados com a sua revitalização, a partir das suas nascentes, como assegura o especialista e agravado pela seca intermitente que já dura cinco anos, a situação do rio São Francisco se aproxima do caos absoluto.

Foto: Antônio Galdino
Cachoeira de Paulo Afonso, hoje - Janeiro/2017

Cachoeira de Paulo Afonso, hoje - Janeiro/2017

Nos últimos dias, a Chesf aumentou a vazão a partir de Xingó, para o baixo São Francisco, atendendo a um pedido da Prefeitura de Penedo porque a pouca vazão estaria prejudicando a realização da Procissão do Senhor dos Navegantes que acontece naquele município.

 

 

Leia a reportagem publicada pelo G1-Nordeste e a Comunicação da Chesf, a seguir:

Imagem Rede Globo de Televisão

"Seu João, na foz do rio São Francisco".

 Por causa da seca, a hidrelétrica de Sobradinho, na Bahia, diminuiu a vazão do reservatório para tentar estocar água. Isso afeta quem mora perto da foz do rio, em Alagoas.

Não faz muito tempo que o seu João navegava sem sofrimento neste mesmo lugar. “O cenário do rio hoje, que a gente vê, para quem vive da pesca e quem depende do rio é só tristeza”, diz o pescador João dos Santos.

Quatro metros de profundidade reduzidos à lama. Perto da cidade de Penedo, o rio secou tanto que hoje, no mesmo lugar onde há 10 meses passava barco grande, só dar para passar de canoa, vendo a areia no fundo do rio.

E quanto mais perto da foz, mais o rio agoniza. Com a maré alta, a água salgada chega a 15 quilômetros de distância da foz, empurrando a fraca correnteza do Velho Chico. O sal está matando as plantas.

Quem mora em Piaçabuçu nunca imaginou beber água salobra morando às margens de um rio que já foi tão doce. Mas o Velho Chico está ficando cada vez mais salgado. E, por causa disso, também começa a faltar água nas casas.

O abastecimento ameaça entrar em colapso. “Logo em seguida após a baixa de maré nós temos reiniciado o bombeamento para oferecer uma água de qualidade à comunidade de Piaçabuçu”, explica Alfredo Monteiro, da companhia de abastecimento.
Mesmo assim, a água que chega nas torneiras…
JN: Essa água vem direto do rio?
Dona Maria: Vem direto do rio.
JN: Está salgada?
Dona Maria: Está salgada.
JN: Sal puro.

A quantidade de sal já é de cinco gramas por litro de água, muito acima do que tolerado para o consumo humano, como explica o ocenógrafo Paulo Medeiros que pesquisa a água do rio São Francisco há 17 anos.
“Para o consumo humano, é meia grama por litro. Essa água de cinco gramas por litro ela não pode ser distribuída para população, para o abastecimento doméstico e nem pode ser tornada potável em função dessa grande quantidade de sal”, diz.

O município de Piaçabuçu decretou situação de emergência. Para o Comitê Integrado de Bacias, existe uma maneira de salvar o Velho Chico.
“Nós precisamos recuperar as nascentes no alto São Francisco, no médio São Francisco, que é onde há produção de água para bacia do São Francisco”, explica Maciel Oliveira, do Comitê de Bacias do São Francisco.

A Companhia Hidrelétrica do São Francisco afirmou que tem monitorado a água na cidade de Piaçabuçu e que a redução da vazão tem impacto na vida de todas as pessoas que usam o rio. (G1-Nordeste/Alagoas, atualizado em 07/01/2017 22h10)

Chesf eleva defluente do reservatório de Xingó

No dia 05 de Janeiro a Chesf encaminhou à imprensa um email no qual “comunica o aumento da vazão mínima do Reservatório de Xingó até o limite máximo de 1.600m³/s”, mas que “no sábado, dia 07, às 4 h.” a vazão do rio volta aos atuais 700 m³/s.

Este aumento atende apenas a um pedido da Prefeitura de Penedo, “para garantir melhores condições de navegabilidade para a tradicional Procissão Fluvial do Glorioso Bom Jesus dos Navegantes”, no dia 08 de Janeiro.

Veja a nota da Chesf:

A Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf), conforme contato estabelecido com o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e a Agência Nacional de Águas (ANA) a respeito da operação dos reservatórios da Bacia do Rio São Francisco, comunica que a partir das 22h desta quinta-feira, 5 de janeiro de 2017, a vazão mínima defluente do Reservatório de Xingó deverá aumentar gradualmente até o limite máximo de 1.600m³/s.
A condição especial segue até às 4h de sábado (7).
A elevação acontece para atender à solicitação da Prefeitura Municipal de Penedo e para garantir melhores condições de navegabilidade para a tradicional Procissão Fluvial do Glorioso Bom Jesus dos Navegantes, que ocorrerá no dia 8 de janeiro.
Após esse período, a defluência do reservatório volta a operar em 700m³/s.
Mais informações: (81) 3229-4101 (Departamento de Recursos Hídricos e Estudos Energético – DHE). (email enviado ao jornal Folha Sertaneja por chesf.gov.br em 5 de janeiro de 2017 às 17:13)

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