• Tamanho da letra:
  • -A
  • +A

Início » Nacional

05.05.2017 | 23:33

 Compartilhe:

A libertação de José Dirceu – a Justiça não pode falhar

Não queremos trocar as togas pelas japonas.

Francisco Nery Júnior

da net
José Dirceu

José Dirceu

 José Dirceu, alta patente do regime do PT, foi libertado. Estava preso em regime fechado há mais de dois anos, e agora é monitorado por uma tornozeleira eletrônica.
Dirceu foi colocado em liberdade pura e simplesmente por força da tecnicalidade da lei. Lei é lei e tem que ser cumprida. É a dura lex; enquanto lei for. A presunção da isenção da culpa tem que ser considerada e a condenação só pode acontecer depois do julgamento em segunda instância. Embora dois quintos da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal tenham desprezado o que o leitor acaba de ler – e como seres políticos com eles simpatizamos -, os outros três quintos do todo assim não procederam. Todos eles, de um modo ou de outro, se apressaram em nos garantir a nós outros, a grande parte ofendida e vilipendiada, que a operação Lava-Jato não será prejudicada.
Que bom! A Justiça, que como a Igreja Católica e os militares, goza da confiança da grande parte dos brasileiros, não pode decepcionar esses mesmos brasileiros. Quem desviou para o seu próprio benefício – cinicamente desviou – montanhas de dinheiro de nós cidadãos trabalhadores como se estivesse praticando a coisa mais natural do mundo; esse certamente merece a punição da cadeia. A Justiça é a última trincheira dos brasileiros honestos que nela acirradamente se abrigam e lutam como os personagens de Victor Hugo na luta pela liberdade e igualdade na França do passado. Eles ofereceram a vida pela nobre causa do amor e da liberdade e foram trucidados. No presente, confiamos no Poder Judiciário do Brasil, ainda firme e forte, para termos dias melhores.
A Justiça é a última trincheira para que venhamos a ter um Brasil passado a limpo. Com tanta sujeira aparecendo a cada momento graças às delações premiadas, o Judiciário tem que permanecer forte e independente – com o nosso indispensável apoio.
É o que desejamos – leitores e cronistas. Juízes e procuradores não podem falhar. Os tribunais não podem se acovardar. Não queremos trocar as togas pelas japonas.
Francisco Nery Júnior

Enviar por e-mail

Insira até cinco e-mails, separados por vírgula





Deixe um comentário






O comentário será enviado para um moderador antes de ser publicado.