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27.06.2017 | 01:27

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A alegria do encontro e do reencontro no II Congresso Familiar em Zabelê

Uma homenagem a Amantina e aos zabeleenses - 24/25-06/2017

Antônio Galdino

A alegria do encontro e do reencontro no II Congresso Familiar em Zabelê

Foto: Nícolas Silva
Dezenas de familiares no II Congresso em Zabelê - Jun/2017

Dezenas de familiares no II Congresso em Zabelê - Jun/2017

 

 Que tal a ideia de passar pelo menos um dia inteirinho junto com familiares, muitos, dezenas deles, quase duas centenas, ainda não conhecidos de todos, vindos dos mais distantes lugares?

Em algumas cidades do Nordeste, no período dos festejos juninos, é realizada a “Noite dos Filhos Ausentes”, que tem por objetivo juntar os familiares que estão espalhados pelo mundo a fora. Assim acontece na cidade de Glória, vizinha a Paulo Afonso, na Bahia, nos festejos do novenário de Santo Antônio.

Foto: Nícolas Silva
Amantina, 70 anos de vida, aplaudida rainha desse Encontro da família

Amantina, 70 anos de vida, aplaudida rainha desse Encontro da família

Maria Amantina da Silva, filha de Zabelê, nome herdado de um pássaro da região, no Cariri Paraibano, resolveu enfrentar o desafio de também reunir os familiares zabeleenses e os muitos descendentes em volta da mesma mesa entre os dias 24 e 25 de Junho deste ano. Justo no dia do seu aniversário de 70 anos. Por isso, foi tão aplaudida e coroada rainha.

Morando em Campina Grande, onde também há anos e onde moram seus três filhos, Emmanuel, Lamartynne e Adayrlle e os netos e já aposentada, Amantina foi, por muitos anos atuante Pedagoga e professora, primeiro em sua Zabelê e depois em Campina Grande, dos antigos cursos Primário e Secundário (até a 8ª série), hoje Fundamental I e Fundamental II e Diretora por 15 anos do antigo Colégio Santa Bernadete, dirigido por freiras holandesas em Campina Grande/PB.

Foto do livro Renda Renascença, de Christus Nóbrega
Amantina usando uma mantilha de renascença, arte de suas mãos sertanejas

Amantina usando uma mantilha de renascença, arte de suas mãos sertanejas

 Antes de atuar brilhantemente na área da educação da juventude paraibana, Amantina foi mestra na arte da renascença, começando ainda aos 8 anos de idade, por puro prazer.

Depois de aposentar-se das salas de aula, Amantina decidiu atuar junto ao Sebrae da Paraíba para espalhar essa arte, a renda de renascença por outras terras do Cariri Paraibano e ela acabou também chegando ao Agreste de Pernambuco, em Pesqueira e Poção.

Do seu trabalho, foram capacitadas 470 rendeiras em cinco municípios do Cariri Paraibano. “Estas rendeiras hoje estão famosas e participam de feiras nacionais e internacionais e exportam suas rendas para muitos países”.

E desde o ano passado que o coração de Amantina mostrava-se inquieto com a ideia de reunir os familiares, De suas inquietações nasceu o II Congresso Familiar. Foi criado um grupo no WhatsApp e a ideia tomou corpo.

De repente todo mundo se animou para ir para Zabelê. E no dia 24 de Junho, dia em que se festeja o São João e também dia do aniversário de 70 anos da professora Amantina, ela começou a receber os familiares em Zabelê. Alguns chegavam de carro outros alugaram vans, ônibus para não perder esse encontro. E eles foram chegando. De São Paulo, de Aracaju, de Campina Grande. Só de Paulo Afonso foram dezenas de pessoas que encheram um ônibus de 46 lugares, uma Topic de 15 lugares e vários carros.

Foto: Nícolas Silva
Luzia Júlia e parte dos zabeleenses de Paulo Afonso, rumo a Zabelê

Luzia Júlia e parte dos zabeleenses de Paulo Afonso, rumo a Zabelê

Aos poucos foram chegando os parentes mais velhos e filhos, netos, sobrinhos, familiares ausentes que somados já chegavam a quase 200, invadindo a cidade.

Foto: Nícolas Silva
Duas lindas recepcionistas em Zabelê

Duas lindas recepcionistas em Zabelê

 

 Foram chegando, sendo abraçados carinhosamente e acomodados nas casas de outros familiares e amigos, na Escola Municipal.

Valendo-se de sua amizade, Amantina utilizou os espaços públicos para reunir e acarinhar a todos no clima das comidas típicas, muitas histórias, lembranças, brincadeiras e muita alegria. Ali acontecia um momento histórico, um encontro de gerações.

Foto: Nícolas Silva
Paulofonsinos de Zabelê, em frente à Igreja

Paulofonsinos de Zabelê, em frente à Igreja

A pequena Zabelê tem histórias que remontam ao início do século XIX. Em 1837 foram batizados dois rapazes na Fazenda de Zabelê. Em 1855, um surto de cólera matou muita gente do lugar. Somente em 16/01/1962, foi criado do Distrito de Zabelê, subordinado a São Sebastião do Umbuzeiro. E somente no final do século passado, em 29 de Abril de 1994, pela lei estadual nº 5919 tornou-se município que só foi instalado em 1º de Janeiro de 1997.

Foto: Nícolas Silva

 Muito jovem ainda e com uma população de pouco mais de 2 mil habitantes, Zabelê há anos frequenta o noticiário da TV com a sua anual Corrida de Jegue, que já mereceu cobertura total da TV Record e tem atraído grande número de pessoas todos os anos, gente que chega de todas as regiões.
Zabelê também já se fez conhecida Brasil a fora com o seu Reisado e com a arte das mulheres rendeiras, produzindo ricas peças da renda renascença.

Foto: Nícolas Silva
O Prefeito de Zabelê, Dalyson, prestigiou o encontro

O Prefeito de Zabelê, Dalyson, prestigiou o encontro

 

Mas, certamente, muitos vão se lembrar, por muito tempo, dessa invasão de irmãos do mesmo sangue que um dia vieram se encontrar, todos de uma vez, ou celebrar alegres e festivos reencontros como o que aconteceu nos dias 24 e 25 de Julho de 2017 nesse II Congresso Familiar.
Ele será inesquecível para os que ali estiveram e sua alegria contagiante despertou nos que não puderam ir o desejo de ali estar nos próximos encontros.

Foto: Nícolas Silva
Maria do Carmo, com o marido Carlos

Maria do Carmo, com o marido Carlos

 Dos que foram, ao retornarem, de suas bocas só saíam palavras de contentamento e de gratidão pela acolhida, pelo aconchego, pelo carinho e amor demonstrados por Amantina e sua equipe da casa, a começar pela pequena equipe da recepção, festivamente vestidos com a roupa da época e um lindo sorriso do rosto.

Para Maria do Carmo, filha de seu Jota e Dona Júlia, irmã de Luzia que foi a comandante do busão de Paulo Afonso e de um monte de outros irmãos, “a palavra boa não define com precisão a riqueza dessa festa, desse encontro. Foi fantástico, prazeroso, maravilhoso, realmente inesquecível”. E esse seu sentimento é coletivo.

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