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19.11.2017 | 20:00

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Transporte público gratuito em Paulo Afonso – Um sonho ou uma possibilidade?

Isto já é possível em algumas cidades da França.

Texto traduzido por Francisco Nery Júnior

Transporte público gratuito em Paulo Afonso – Um sonho ou uma possibilidade?

Isto já é possível em algumas cidades da França. Veja os prós e os contras esboçados no Le Monde de Paris de 12.11.17, tradução de Francisco Nery Júnior. Após a tradução, o texto original para os estudantes de francês.

Vale a pena tornar os transportes gratuitos?

imagem ilustrativa
Transporte gratuito em Paris

Transporte gratuito em Paris

 Châteauroux, Niort, Aubagne e brevemente Dunkerque.
A partir dos anos 70, cerca de vinte cidades decidiram tornar os seus serviços de transporte públicos gratuitos. A finalidade: torná-los mais atrativos. Então, por que não generalizar a medida? Porque, à primeira vista, ela parece sedutora: com a gratuidade, os passageiros tomam, de preferência, os transportes em comum e a cidade economiza sem a emissão dos bilhetes e sem o salário dos controladores.

Portanto, se todas as cidades não evoluem para o transporte gratuito, é porque há limites. De início, os transportes gratuitos não são tão gratuitos como parecem. Sem bilheteria, as cidades têm que arranjar um meio de encontrar dinheiro para sustentar a rede [de transportes]. Para tanto, elas contam com uma taxa cobrada das empresas, o “vale transporte”. Mas, como essa taxa tem um teto, carece, por vezes, aumentar os impostos locais, como o imposto predial ou a taxa de funcionamento para compensar a falta do devido retorno causada pela gratuidade.

imagem ilustrativa
Transporte gratuito em Paris

Transporte gratuito em Paris

Outro inconveniente: tornar os transportes gratuitos não diminui necessariamente o número de veículos nas ruas. Com efeito, são geralmente os usuários contumazes que continuam pegando os transportes coletivos. Os donos de automóveis continuam a utilizar o seu veículo.

Finalmente, para tornar os transportes gratuitos atrativos, careceria desestimular o uso do carro particular. Como? Estabelecendo pedágios urbanos, aumentando a tarifa do estacionamento pago ou valorizando o transporte solidário.

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Est-ce une bonne chose de rendre les transports gratuits?

imagem ilustrativa
Transporte gratuito em Paris

Transporte gratuito em Paris

 Châteauroux, Niort, Aubagne et bientôt Dunkerque. Depuis les années 70, une vingtaine de villes ont décidé de rendre leurs transports publics gratuits. Le but : les rendre plus attractifs. Mais alors, pourquoi ne pas généraliser la mesure ? Car à première vue, elle paraît séduisante : avec la gratuité, les voyageurs prennent davantage les transports en commun et la ville économise sur la fabrication des tickets ou le salaire des contrôleurs.
Pourtant, si toutes les villes ne passent pas au gratuit, c’est qu’il y a aussi des limites. D’abord, les transports gratuits ne sont pas si gratuits que ça. Sans billetterie, les villes doivent trouver de l’argent pour entretenir leur réseau. Pour ça, elles comptent sur une taxe demandée aux entreprises, le « versement transport ». Mais comme cette taxe a un plafond, il faut parfois augmenter les impôts locaux, comme la taxe d’habitation ou la taxe foncière, pour compenser le manque à gagner de la gratuité.
Autre inconvénient : rendre les transports gratuits ne diminue pas forcément le nombre de voitures sur les routes. Ce sont en effet souvent les habitués qui prennent encore plus les transports en commun. Les automobilistes, eux, continuent d’utiliser leur véhicule.
Finalement, pour rendre les transports gratuits attractifs, il faudrait donner moins envie d’utiliser la voiture. Comment ? En mettant en place des péages urbains, en augmentant le stationnement payant ou en valorisant le covoiturage.

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