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22.12.2017 | 00:20

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Ici, Paris - Impressões da cidade-luz em dezembro/2017

2. A morte de Johnny Hallyday

Edson Mendes - edsonmal@uol.com.br - Membro da ALPA, Cadeira Nº26

Ici, Paris
Impressões da cidade-luz em dezembro/2017
Edson Mendes


2. A morte de Johnny Hallyday

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A morte de Johnny Hallyday

A morte de Johnny Hallyday

 Um mar de gente acompanha o cortejo, e descendo a Champs Elysée o esquife de Johnny Hallyday arrasta consigo a multidão reverente. Na Madeleine, a missa de corpo presente estende-se por duas horas, o dobro do habitual. 700 motards guardam silêncio. O presidente Emmanuel Macron pronuncia o discurso fúnebre. Os ex-presidentes Nicolas Sarcozy e François Hollande prestam suas homenagens. A atriz Carla Bruni enxuga uma lágrima. A França inclinou-se, comovida, e a cidade de Paris parou por um longo instante, despedindo-se do maior cantor de rock da história francesa, em todos os tempos.

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A morte de Johnny Hallyday

A morte de Johnny Hallyday

Amado pelos franceses, que o tratavam por “nosso Johnny”, este performer que, a partir de uma imitação juvenil de Elvis Presley, construiu uma carreira extraordinária, viveu, como tantos outros outsiders, o inferno das drogas e o paraíso da fama. Foi ator de cinema (“Round midnight”, “Le Spécialist”, “Les Parisiennes”, etc.), recebeu a Legião de Honra em 1997, gravou 900 músicas (Noir cést noir, Que je t’aime, J'ai oublié de vivre, etc.) e vendeu 100 milhões de discos. E enfim, abatido por um câncer no pulmão que se estendeu ao pâncreas, Johnny Hallyday, née Jean-Philippe Smet, descansa em paz para sempre.

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A morte de Johnny Hallyday

A morte de Johnny Hallyday

 Para minha surpresa, vejo aqui esta manchete antiga que o USA Today publicou: “A maior estrela de rock de que nunca ninguém ouviu falar”. Ora, o jornal é injusto. Pelos menos para os meus colegas do ginásio, em Paulo Afonso. Quem, daquele tempo, nunca ouviu falar em Johnny Hallyday? Claro que ele nunca fez muito sucesso nos Estados Unidos. Mas quem se importa?

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A morte de Johnny Hallyday

A morte de Johnny Hallyday

Aqui, nesta madrugada fria de Paris, como representante da turma de 1968, declaro que o que importa é o sonho, e que ele nos ajudou a sonhar nos duros anos de chumbo de nossa adolescência. Há um pouquinho de Johnny em todos nós, como disse o Presidente Macron. (Edson Mendes edsonmal@uol.com.br)

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A morte de Johnny Hallyday

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