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18.02.2018 | 23:53

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Nas águas do Velho Chico a poesia liberta

Encontro de poetas dá poesia no rio São Francisco

Tinho Santana

Nas águas do Velho Chico a poesia liberta

divulgação
Poetas nordestinos se encontram nas águas do Velho Chico

Poetas nordestinos se encontram nas águas do Velho Chico

 Mais uma vez as academias ACLAS – Academia Canindeense de Letras e Artes e ALAS – Academia Literária do Amplo Sertão se somaram para promover a segunda edição do projeto cultural Letrando sobre as águas; um projeto inovador, mostrando que nas águas do Velho Chico a poesia liberta.
O embarque aconteceu no atracadouro localizado no centro histórico da cidade de Piranhas em Alagoas e o destino foi o Resort Cangaço Eco Parque. Na programação música, amigo-livro e muita recitação de poesias.
Participaram do evento além de familiares e acadêmicos das academias organizadoras, Marcelo Fausto Vice-presidente da ASLCA – Academia Santanense de Letras Ciências e Artes, Kelvia Vital e Lícia Maciel que além de representar as Academias organizadoras, também representaram a USESC – União Sertaneja de Escritores, Juliana e Nívia Alves escritoras de Santana do Ipanema no estado de Alagoas, Dami Alves que brilhantemente conduziu a locução, Timóteo Domingos “O Chefe do Sertão, Helena Alves e Tinho Silva poetisa e poeta canindeenses, a turismóloga Nana Santana e os amantes da literatura Flávio, Silene, Gilvânio e Beatriz. Além destes participaram do evento, os amantes da poesia Fernando, sua esposa e seus colegas que vieram de Pernambuco e Marília e seus amigos paraibanos.
O destaque ficou por conta do paraibano Glauton que, no final do passeio, escreveu, de improviso, um poema, ali mesmo, na embarcação, e presenteou a todos com uma bela recitação.

Literando sobre as águas venho,
trazendo da Paraíba a doçura de um verso.
De quem com alegria traz consigo
o rebento de sabedoria e desafios, controversos.
Que é humano e que de tanto amor é carente,
às vezes faz do olho o seu corpo seguro, o converso.
De quem hora ama, hora odeia,
vendo desequilíbrio a fragilidade que existe
em um coração de carne.
Que age entre a razão e um monte de sentimentos;
que desencadeia a sua fragilidade;
que vez por outra subsiste
sobre uma hipocrisia social,
tentando não ser corrupto
nesse mundo cinza, espacial.

Nesta Festa da poesia todos puderam “viajar” por diversos mundos, puderam conhecer um pouco mais da poesia dos estados de Sergipe, Alagoas, Pernambuco e Paraíba que se interligaram nas águas do Velho Chico e se incorporaram através da poesia.
Isso tudo só aconteceu devido o grande apoio, dado a literatura, pelo empresário Manoel Foguete que disponibilizou o catamarã POMONGA, de forma gratuita, para que todos pudessem embarcar e flutuar sobre as águas do Velho Chico, libertando a poesia.
Que venha a terceira edição para que, através desse projeto, possam ser descobertos novos poetas.
Tinho Santana

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