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12.03.2018 | 14:20

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Artista plástico Corbiniano Lins, criador do Monumento ao Trabalhador, morreu aos 94 anos, no Recife

Ele foi escultor do Monumento ao Trabalhador em Paulo Afonso

Antônio Galdino com G1 e Folha de Pernambuco

Artista plástico Corbiniano Lins, criador do Monumento ao Trabalhador, morreu aos 94 anos, no Recife

Ele foi o escultor do Monumento ao Trabalhador em Paulo Afonso-BA

Arq. Folha Sertaneja
Montagem do Monumento ao Trabalhador na Praça 1º de Maio

Montagem do Monumento ao Trabalhador na Praça 1º de Maio

divulgação
Corbiniano Lins

Corbiniano Lins

 O artista plástico Corbiniano Lins morreu na noite de sábado (10), no Hospital Albert Sabin, na Ilha do Leite, na área central do Recife. Ele tinha 94 anos e estava internado por causa de uma série de problemas de saúde. Nascido em Olinda, na Região Metropolitana, o desenhista, pintor e escultor teve obras expostas em vários países da América Latina, Europa e Oriente Médio.

Segundo familiares do artista, Corbiniano sofreu um infarto na sexta-feira (9). Ele também apresentava um quadro de inflamação em alguns órgãos.
O velório foi no domingo (12), no cemitério Parque das Flores, na Zona Oeste da capital, onde seu corpo foi sepultado.

O artista deixou um legado importante, pois teve uma carreira plural e contemporânea. Trabalhou com vários tipos de materiais, como tapeçaria, vidro e cobre.
"Ele é um dos artistas que mais tem trabalhos no Recife. Fez parte de uma geração que conseguiu a criação de uma lei que obriga a instalação de obras de arte em prédios na cidade", disse o filho Sandro Corbiniano ao G1.

Foto: Antônio Coelho - TV Globo
Corbiniano Lins

Corbiniano Lins

 Corbiniano fez parte do movimento de Arte Moderna do Recife, na década de 1950, ao lado de nomes como Abelardo da Hora, Reynaldo Fonseca e Samico. “Junto com o coletivo de artistas que ele integrou, meu avô tem uma função muito importante para as artes plásticas em Pernambuco. Com certeza, é um dos artistas com mais obras espalhadas pelo Recife, além de ser responsável por importantes monumentos em outras cidades, com a escultura de Iracema, em Fortaleza”, afirma o neto Sandro Rodrigues que é produtor cultural e músico ao jornal Folha de Pernambuco.

Em nota de pesar, o governador de Pernambuco, Paulo Câmara, disse que “Pernambuco e o Brasil perdem um dos seus maiores escultores. Ao longo de sete décadas, primeiro como pintor e depois na escultura, Corbiniano nos encantou com sua arte sensual e apaixonada. Enquanto foi possível, ele não abriu mão da sua vocação."

 

Foto: Antonio Galdino
Detalhe/Assinatura - Monumento ao Trabalhador na Praça 1º de Maio - Paulo Afonso-BA

Detalhe/Assinatura - Monumento ao Trabalhador na Praça 1º de Maio - Paulo Afonso-BA

Foto: Antonio Galdino
Monumento ao Trabalhador na Praça 1º de Maio - Paulo Afonso-BA

Monumento ao Trabalhador na Praça 1º de Maio - Paulo Afonso-BA

 Corbiniano Lins foi o escultor do Monumento ao Trabalhador colocado na Praça 1º de Maio no Centro de Paulo Afonso-BA, mais conhecida como Praça do Trabalhador, no dia 1º de Maio de 1960, na gestão do primeiro prefeito de Paulo Afonso, Otaviano Leandro de Morais.
A obra, construída em concreto armado é também chamada de Os Marteleteiros, pois representa esses profissionais da Chesf responsáveis por furar as rochas para a colocação de explosivos e abrir os túneis para a construção da primeira Usina Hidrelétrica de Paulo Afonso.
A importância desses profissionais era tanta que nos desfiles cívicos do dia 7 de Setembro, organizados pela Chesf por muitos anos, um grupo grande de marteleteiros desfilavam com seus pesados equipamentos de trabalho em cima de um caminhão e eram a grande atração do desfile.

História

José Corbiniano Lins nasceu em 2 de março de 1924. De acordo com a biografia postada no site da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), ele despertou para as artes ainda criança. Aos 8 anos, costumava copiar desenhos, quadros e gravuras. Obras de Corbiniano foram expostas em vários países. (Foto: Reprodução/TV Globo)

O artista estudou na escola de Aprendizes Artífices de Pernambuco, que depois se tornou escola técnica (Cefet) e hoje é o Instituto Federal de Pernambuco (IFPE).

Em 1948, ajudou a fundar a Sociedade de Arte Moderna do Recife (SMAR), com artistas como Abelardo da Hora, Samico e Reynaldo Fonseca. No ano seguinte, Corbiniano participou do salão oficial do Museu do Estado de Pernambuco.
Desde o início da década de 60 do século passado, o artista trabalhava com isopor, metal e alumínio para fazer as esculturas. Ele costumava usar uma faca comum para confeccionar as obras. (Com reportagens da Folha de Pernambuco e do G1)

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