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24.07.2018 | 00:01

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Especial 60 anos: Uma viagem na história e cultura de Paulo Afonso

Desenvolvimento em meio ao Sertão

ASCOM/PMPA

Especial 60 anos: Uma viagem na história e cultura de Paulo Afonso

divulgação - ASCOM PMPA
Paulo Afonso, 60 Anos

Paulo Afonso, 60 Anos

 No próximo sábado (28), nosso município completa 60 anos de emancipação política. A história de Paulo Afonso é repleta de versões. O que se sabe ao certo de tudo isso, foi o elo primordial para que a cidade pudesse existir: a água! Mas, para entender como se deu o desenvolvimento da Capital da Energia, vamos voltar no tempo e conhecer como cada acontecimento foi essencial.

Era Vargas: O ousado sonho de gerar energia – Nascimento da Chesf

divulgação - ASCOM PMPA
...E nasceu a Chesf

...E nasceu a Chesf

No dia nove de outubro do ano de 1945, o Diário Oficial da União publicava o decreto de autorização para a implantação da Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf). A limitação da empresa, no início, compreendia um raio de 450 km, onde o centro era a cachoeira de Paulo Afonso. A primeira diretoria da companhia foi montada em 15 de março de 1948, no governo de Eurico Gaspar Dutra.

Com a novidade, muitas pessoas chegavam ao local em busca de oportunidades. No ápice dessa construção, 11 mil pessoas estavam empregados na Chesf, o que respaldou ainda mais a importância do órgão no Nordeste.
Com todo esse desenvolvimento populacional, alguns municípios começaram a surgir. A localidade de Paulo Afonso logo chegou a Distrito de Glória, em 1954 e elegeu quatro dos nove vereadores da Câmara Municipal daquele município.

Emancipação política

Arq. Folha Sertaneja
Abel Barbosa

Abel Barbosa

 Com o desenvolvimento no Distrito de Paulo Afonso, um grupo liderado por Abel Barbosa, resolveu ‘lutar’ para que a localidade viesse a se tornar cidade. Os primeiros passos para todo o processo de emancipação política de foram dados, quando quatro, dos nove vereadores da Câmara Municipal de Glória, foram eleitos pelo Distrito de Paulo Afonso.

Apesar da resistência natural dos glorienses e de outras pessoas, a emancipação política era evidente. Foram sessões de intensa movimentação na Câmara de Glória, nos dias 8, 9 e 10 de outubro, do ano de 1956. Surgindo duas indicações como mesmo objetivo. Uma, de Abel Barbosa e outra de José Ivan de Souza, que acabaram sendo apresentadas conjuntamente.

Após uma árdua discussão acerca do assunto, essa indicação para o desmembramento do Paulo Afonso do Município de Glória, foi aprovada e encaminhada à Assembleia Legislativa do Estado da Bahia, no dia 10 de outubro de 1956.

À época, a atuação de alguns deputados garantiu a aprovação do Projeto de Lei nº 910/57, do deputado Clemens Sampaio, propondo a criação do Município de Paulo Afonso, o que foi aprovado pelos deputados baianos e se transformou na Lei Estadual nº 1.012/58, sancionada pelo governador Antônio Balbino no dia 28 de julho de 1958 e publicada no Diário Oficial no dia 2 de agosto de 1958.

Desenvolvimento em meio ao Sertão

divulgação - ASCOM PMPA
Prefeito Otaviano Leandro de Morais, inaugurando a primeira escola da Rede Municipal, no Povoado Juá

Prefeito Otaviano Leandro de Morais, inaugurando a primeira escola da Rede Municipal, no Povoado Juá

 O primeiro prefeito de Paulo Afonso, Otaviano Leandro de Moraes, tomou posse no dia 7 de abril de 1959. De lá até meados de 1989, o município teve 10 prefeitos, alguns intervindos da Força Nacional, devido a Paulo Afonso ser considerado uma área de segurança.
Esses governantes tinham a missão de trazer progresso e desenvolvimento ao município. Na saúde, educação, assistência social e infraestrutura, a cidade deu longos passos nas áreas, que foram aprimoradas ao decorrer do tempo. Quanto mais o desenvolvimento chegava, outras famílias escolhiam a cidade para viver.

O manancial do Rio São Francisco criou caminhos ideais para a criação de espaços de lazer onde abrigam turistas e pauloafonsinos. Por ser cercado pela água, Paulo Afonso ficou conhecida como uma ilha.
Batizado por Abel Barbosa como ‘Mulungu’, o Bairro Tancredo Neves também se transforma a cada dia, com crescimento populacional e de infraestrutura. Com todas essas qualidades, Paulo Afonso começa a aparecer em rede nacional, como roteiro turístico.
Aqui, festivais de música, como a Copa Vela e Moto Paulo Afonso, dão a terra da energia, condições essenciais para o desenvolvimento musical, histórico e cultural. Viva, Paulo Afonso! Terra de encantos e gente feliz!

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