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31.07.2018 | 01:51

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Paulo Afonso, 60 anos de vida e desenvolvimento

Sem a criação da Chesf na região, não existiria Paulo Afonso

Professor Antônio Galdino (atualizada em 30/07/2018)

Paulo Afonso, 60 anos de vida e desenvolvimento

Sem a criação da Chesf na região, não existiria Paulo Afonso

Estas informações sobre o Município de Paulo Afonso criado pela Lei Estadual 1.012/58, de 28/07/1958, estão nas seguintes publicações (já esgotadas e algumas em processo de reedição):

Livros:
- De Pouso de Boiadas a Redenção do Nordeste - de Antônio Galdino da Silva e Sávio Mascarenhas
- De Forquilha a Paulo Afonso - Histórias e Memórias de Pioneiros, de Antônio Galdino da Silva
- ANGIQUINHO - 100 anos de História - de Antônio Galdino da Silva e João de Sousa Lima
- Paulo Afonso e a Vila Poty - a História não contada - de João de Sousa Lima

Revistas:
- De Forquilha a Paulo Afonso - Edição especial do jornal Folha Sertaneja - Julho/2010 - (produção Antônio Galdino - GALCOM Comunicações)
- Paulo Afonso e sua história - Edição especial do jornal Folha Sertaneja - Julho/2016 - (produção Antônio Galdino - GALCOM Comunicações)

Para a sua pesquisa escolar estamos disponibilizando estas informações importantes sobre o município de Paulo Afonso-BA

O COMEÇO e a VILA POTY –

 A origem do nome Paulo Afonso e a origem dos nomes Forquilha e Vila Poty

Arq. Folha Sertaneja
Tipo de casa da região, antes da Chesf

Tipo de casa da região, antes da Chesf

 Embora o município de Paulo Afonso comemore 60 anos de emancipação política no dia 28 de Julho de 2018, sua história começou bem antes, pelo menos dez anos antes, com a chegada da Chesf e sua instalação na região conhecida como Forquilha, a partir de 1948.

O NOME PAULO AFONSO

Revista O Cruzeiro - 1947
Presidente Dutra e comitiva na Cachoeira de Paulo Afonso, em Jul/1947

Presidente Dutra e comitiva na Cachoeira de Paulo Afonso, em Jul/1947

O nome Paulo Afonso vem de Paulo de Viveiros Afonso, um português que recebeu do governo da capitania de Pernambuco, no ano de 1725, uma sesmaria (uma área de terreno) e nele ficava a famosa cachoeira que até esta data (1725) era conhecida como Cachoeira Grande, Forquilha ou Sumidouro.

Quando Paulo Viveiros Afonso tomou posse dessa área de terras, a cachoeira passou a ser chamada de Cachoeira de Paulo Afonso.

FORQUILHA era o nome da maior das ilhas onde hoje existe a Barragem Delmiro Gouveia e era também o nome do lugarejo de poucas casas espalhadas no território que depois de chamou Vila Poty.

O NOME VILA POTY

Arq. Folha Sertaneja
Vila Poty e a cerca de arame que a separava da Chesf

Vila Poty e a cerca de arame que a separava da Chesf

 O nome Vila Poty foi dado ao lugarejo que foi se formando ao lado das casas do Acampamento da Chesf. Estas casas simples, de pau-a-pique ou de taipa, eram construídas de barro e forradas e cobertas pelos sacos vazios do cimento da marca Poty, muito utilizado nas obras da Chesf.

A Vila Poty era separada das casas do Acampamento da Chesf, também conhecido como Cidade da Chesf, por uma cerca de arame farpado que foi depois substituído por um muro de pedras e o acesso à área da Chesf era controlado por guaritas e os guardas da Chesf. A Guarita Principal era onde hoje está a Praça das Mangueiras. Havia ainda a Guarida da Rua D e a guarita da Escola Murilo Braga (hoje, Colégio Carlina Barbosa de Deus). As guaritas deixaram de existir no governo do prefeito Abel Barbosa e Silva, no ano de 1981 e no lugar do muro foi construída uma rua de casas comerciais e o Calçadão da Av. Getúlio Vargas, onde ficam o San Marino Hotel e a Rádio Bahia Nordeste.

VEREADORES DO DISTRITO DE PAULO AFONSO EM GLÓRIA

Arq. Folha Sertaneja
Vereadores do Distrito de Paulo Afonso na Câmara Municipal de Glória

Vereadores do Distrito de Paulo Afonso na Câmara Municipal de Glória

 Em Dezembro de 1953 a Vila Poty passou a ser Distrito de Glória, pois todas as terras dessa região pertenciam ao município de Glória e todos os poderes – Executivo, Legislativo e Judiciário, cartórios, serviços públicos - estavam concentrados na sede deste município, a cidade de Glória, localizada a 30 quilômetros desta Vila.

Nesse Distrito de Paulo Afonso, em 1954, fora eleitos quatro vereadores para a Câmara Municipal de Glória: Abel Barbosa, Hélio Medeiros (Hélio Garagista), Moisés Pereira de Souza e Otaviano Leandro de Morais, cujo trabalho naquele Poder Legislativo, associado ao movimento começado na Vila Poty a partir de 1951, foi determinante para a emancipação política de Paulo Afonso, ação liderada por Abel Barbosa.

ABEL BARBOSA E A BREVE HISTÓRIA DA EMANCIPAÇÃO POLÍTICA DE PAULO AFONSO

Abel Barbosa e Silva, ex-vereador e ex-prefeito de Paulo Afonso, nasceu em Pesqueira-PE em 03 de Junho de 1928 e faleceu em Paulo Afonso no dia 26 de Abril de 2018, ano do sexagenário aniversário do município que ele ajudou a criar.
Abel Barbosa chegou a Paulo Afonso em 3 de Setembro de 1950 a chamado de sua mãe, D. Quitéria Maria de Jesus porque seu pai, João Barbosa, que trabalhava construindo as casas do Acampamento da Chesf chamadas Tipo “O”, (próximas ao quartel do Exército), havia falecido.

Arq. Folha Sertaneja
Abel Barbosa

Abel Barbosa

Logo que chegou, Abel Barbosa, acostumado com o trabalho na política nas terras pernambucanas, nas campanhas de Apolônio Sales, Agamenom Magalhães, Barbosa Lima Sobrinho e outros que foram senadores da República e governadores de Pernambuco, fez muitos amigos em Paulo Afonso e juntos decidiram lutar pela emancipação política desse Distrito.

Com ele estavam outros muitos pioneiros, entre eles muitos comerciantes como D. Risalva e seu esposo Raimundo Toledo, Luiz Inocêncio, os irmãos Antônio, José e Manoel Neto, João Vicente Ferreira, conhecido como João Sapateiro, Francisco Domingos, o avô de Antônio Diniz, da Rádio Cultura, João Carpinteiro, o avô do jornalista Júnior Padão e muitos outros como Hortêncio Enfermeiro, Antônio Aureliano, Gilberto Leal, pai do radialista Gil Leal, José Miron de Siqueira, Antônio Patrício, Zezito Cordeiro, Manoel Silva, pai do cantor Oscar Silva, autor do Hino de Paulo Afonso, José Rudival de Menezes e muitos outros.

Em 10 de Outubro de 1956, os vereadores da Câmara Municipal de Glória aprovaram o Projeto de Lei da emancipação política de Paulo Afonso. Era o primeiro passo para a independência que ainda dependia da aprovação da Assembleia Legislativa do Estado da Bahia. Abel Barbosa continuou a sua luta, agora junto aos deputados baianos e para isso contou com o apoio dos deputados da bancada do seu partido na Assembleia, o PTB, como Otavio Drumont e Clemens Sampaio.

Na Assembleia Legislativa da Bahia – ALBA, o projeto de emancipação política de Paulo Afonso passou a ser o Projeto de Lei Nº 910/57, de autoria do Deputado do PTB, Clemens Sampaio e foi aprovado pela Assembleia Legislativa e sancionado pelo governador do Estado da Bahia, Antônio Balbino de Carvalho, no dia 28 de Julho de 1958, como a Lei Estadual 1.012/58. Nasceu aí o Município de Paulo Afonso.

Sobre os motivos que o levaram a se empenhar para a emancipação política de Paulo Afonso, Abel Barbosa assim falou a Antônio Galdino:
- “A discriminação revoltante entre a cidade da Chesf , dos ricos e a Vila Poty, dos miseráveis, irmãos separados por uma cerca de arame farpado, que conseguiu ser piorada quando em seu lugar ergueram um grotesco muro de pedras, o muro da vergonha. O combate a essa discriminação, a derrubada do muro da vergonha foram bandeiras de minha campanha para vereador pelo Distrito de Paulo Afonso na Câmara de Glória, em 1954 e da luta pela emancipação política de Paulo Afonso, cuja vitória veio em 28 de Julho de 1958".

Arq. Folha Sertaneja
D. Risalva Toledo

D. Risalva Toledo

 Outro personagem importante desta história, e ainda entre nós é D. Risalva Toledo, que completou 91 anos no dia 15 de Março de 2018. Ela foi comerciante pioneira da Vila Poty, foi vereadora e vice-prefeita de Paulo Afonso (na gestão de Luiz de Deus) que também foi ouvida por Antônio Galdino e disse:
- “Na época da emancipação, Paulo Afonso era um vilarejo, grande parte das casas ainda casebres, cobertos com sacos de cimento Poty. Nós não tínhamos energia elétrica nem água encanada. Água, apenas nos chafarizes construídos pela Chesf.”

O grande sonho de Abel Barbosa de ser o primeiro prefeito de Paulo Afonso foi frustrado porque teve de enfrentar a oposição forte da Chesf e seu poder econômico que orientou seus gerentes e empregados a apoiar a candidatura de Otaviano Leandro de Morais que derrotou Abel nas eleições de 7 de outubro de 1958, por pequena margem de votos.

A partir de 1963 e por muitos anos, Abel Barbosa elegeu-se vereador, foi duas vezes presidente da Câmara e outras duas vezes prefeito de Paulo Afonso, embora em nenhuma delas pelo voto popular. Ele foi prefeito de 14/05/1974 a 16/10/1975 e depois, de 14/08/1979 a 31/12/1985.

PREFEITOS DE PAULO AFONSO - DE 1958 a 1985

Entre 1958 e 1985, Paulo Afonso teve nove prefeitos mas apenas três deles foram eleitos em voto direto da população, porque o governo militar foi instalado no país em 1964 e em 1968 foi editado o Ato Institucional Nº 5 – AI-5, pelo presidente Costa e Silva e ele não permitia a eleição de prefeito nas capitais do país e nas áreas consideradas de Segurança Nacional, como era o caso de Paulo Afonso, por possuir em seu território as usinas hidrelétricas da Chesf.

Arq. Folha Sertaneja
Prefeitos de Paulo Afonso, de 1958 a 1985

Prefeitos de Paulo Afonso, de 1958 a 1985

 Até aquele ano, não existia o cargo de vice-prefeito e, na ausência ou impedimento do prefeito, quem assumia o cargo era o presidente da Câmara.

Assim, foram eleitos os prefeitos:
- Otaviano Leandro de Morais – 07/04/59 a 07/04/1963
- Adauto Pereira de Souza - 07/04/1963 a 14/09/1966
- Edson Teixeira Barbosa – 01/02/1967 a 14/05/1974

Assumiram como prefeitos, os presidentes da Câmara:
- Manoel Pereira Neto – 15/09/1966 a 31/12/1966
- Abel Barbosa – 14/05/1974 a 16/10/1975
- Metódio Nunes Magalhães – 19/03/1979 a 04/04/1979
- Frederico Fausto Agostinho de Melo - 04/04/1979 a 04/08/1979

O Tenente João Soares assumiu a Prefeitura de Paulo Afonso, como interventor, de 1º a 31 de Janeiro de 1967.

Foram nomeados prefeitos de Paulo Afonso, pelo regime militar:
- José Rodrigues de Figueiredo Barbosa – 16/10/1975 a 29/03/1979. Ele engenheiro da Chesf de Salvador e foi indicado para ser Prefeito de Paulo Afonso pelo governador da Bahia Roberto Santos.
- Abel Barbosa e Silva – 14/08/1979 a 31/12/1985 – Ele era vereador de Paulo Afonso e foi indicado para ser Prefeito de Paulo Afonso pelo governador da Bahia, Antônio Carlos Magalhães.

Em 1985, com o término do governo militar, o Brasil voltou à normalidade democrática e José Ivaldo de Brito Ferreira foi eleito prefeito de Paulo Afonso mas teve o mandato de apenas três alunos para ajustar o calendário eleitoral.

PREFEITOS DE PAULO AFONSO - DE 1986 a 2018

Arq. Folha Sertaneja
Prefeitos de Paulo Afonso, de 1986 a 2018

Prefeitos de Paulo Afonso, de 1986 a 2018

 Entre os anos de 1986 e 2018, Paulo Afonso teve 9 (nove) gestões municipais com cinco prefeitos:

Dois prefeitos desse período tiveram apenas um mandato:
- José Ivaldo de Brito Ferreira – 01/01/1986 a 31/12/1988
- Raimundo Caires Rocha – 01/01/2005 a 31/12/2008

Dois outros prefeitos de Paulo Afonso desse período tiveram dois mandatos:
- Luiz Barbosa de Deus – 01/01/1989 a 31/12/1992 e 01/01/2017 a 31/12/2020
- Paulo Barbosa de Deus – 01/01/1997 a 31/12/2000 e 01/01/2001 a 31/03/2004

Um prefeito teve três mandatos:
- Anilton Bastos Pereira – 01/01/1993 a 31/12/1996; 01/01/2009 a 31/12/2012 e 01/01/2013 a 31/12/2016.

O vice-prefeito Wilson Pereira, assumiu o cargo de prefeito de Paulo Afonso com a renúncia do prefeito Paulo de Deus e foi prefeito de Paulo Afonso de 01/04/2004 a 31/12/2004.

Foto: Antonio Galdino
Luiz de Deus (esq), prefeito de Paulo Afonso e Flávio Henrique, vice-prefeito

Luiz de Deus (esq), prefeito de Paulo Afonso e Flávio Henrique, vice-prefeito

O vice-prefeito Flávio Henrique Magalhães Lima, assumiu o cargo de prefeito de Paulo Afonso, de 22 de Setembro a 31 de Dezembro de 2017 em face do afastamento do prefeito Luiz de Deus, para uma cirurgia. Luiz de Deus retornou à Prefeitura de Paulo Afonso em 1º/01/2018.

O atual prefeito de Paulo Afonso, Luiz Barbosa de Deus, cumpre o seu segundo mandato de 01/01/2017 a 31/12/2020.

A CÂMARA MUNICIPAL DE PAULO AFONSO –

Arq. Folha Sertaneja
Primeiros vereadores de Paulo Afonso

Primeiros vereadores de Paulo Afonso

 A história da Câmara Municipal de Paulo Afonso começa com a eleição dos seus primeiros oito vereadores no dia 07 de Outubro de 1958, quando foram eleitos:

Quatro vereadores pelo PSD – Partido Social Democrata:
- Diogo Andrade de Brito,
- Noé Pereira dos Santos,
- Lizette Alves dos Santos e
- Dinalva Simões Tourinho,

Três vereadores foram eleitos pelo PTB - Partido Trabalhista Brasileiro:
- José Rudival de Menezes,
- Luiz Mendes Magalhães e
- José Freire da Silva.

Um vereador pela UDN – União Democrata Nacional:
- Manoel Pereira Neto.

Arq. Folha Sertaneja
Otaviano Leandro de Morais, primeiro prefeito de Paulo Afonso - 1959/1963

Otaviano Leandro de Morais, primeiro prefeito de Paulo Afonso - 1959/1963

 Os 8 vereadores, assim como o primeiro prefeito, Otaviano Leandro de Morais, foram empossados em 07 de Abril de 1959 e o seu mandato foi até o dia 07 de Abril de 1963.

Nesses 60 anos de vida do município de Paulo Afonso – de 1958 a 2018 - a Câmara Municipal teve 205 vereadores, dos quais 20 assumiram porque eram suplentes e os titulares eleitos ficaram impedidos de continuar o seu mandato.

Desse total de vereadores desde 1958 até 2018, apenas nove são mulheres, duas delas eleitas ainda na primeira legislatura, Lisette Alves dos Santos e Dinalva Simões Tourinho, esta eleita como a primeira presidente da Câmara Municipal de Paulo Afonso.

As mulheres eleitas vereadoras para o parlamento de Paulo Afonso foram:

Arq. Folha Sertaneja
Mulheres vereadoras de Paulo Afonso

Mulheres vereadoras de Paulo Afonso

- Dinalva Simões Tourinho,
- Lisette Alves dos Santos,
- Maria José Barros Lins,
- Francisca Barros Souza Siebert (que foi vice-prefeita, na gestão do prefeito José Ivaldo),
- Nélia Correia da Silva (única mulher na Câmara Constituinte),
- Ivanete Avelino Bento,
- Risalva Maria de Toledo (foi vice-prefeita na gestão do prefeito Luiz Barbosa de Deus)
- Vanessa Rodrigues Barbosa de Deus
- Leda Chaves

Foto: Antonio Galdino
Vereadora Leda Chaves, Irmã Leda

Vereadora Leda Chaves, Irmã Leda

 Em Dezembro de 2014, tomou posse a vereadora Leda Chaves, que era suplente, para substituir o vereador Juvenal Teixeira que morreu naquele mês. Leda Chaves foi reeleita em 2016 e é a única mulher no quadro de 15 vereadores da atual legislatura – 2017/2020.

Foto: Antonio Galdino
Vereador Marcondes Francisco, presidente da Câmara de Paulo Afonso em 2018

Vereador Marcondes Francisco, presidente da Câmara de Paulo Afonso em 2018

O presidente da Câmara Municipal de Paulo Afonso em 2018, ano dos 60º aniversário de Paulo Afonso, é o vereador Marcondes Francisco dos Santos, eleito em 2016 pelo PSD e já no seu oitavo mandato consecutivo de vereador.

SÍMBOLOS DO MUNICÍPIO DE PAULO AFONSO - BA

BRASÃO

Arq. Folha Sertaneja
Brasão de Armas do Município de Paulo Afonso - BA

Brasão de Armas do Município de Paulo Afonso - BA

 O Brasão de Armas, a Bandeira e o Hino são os símbolos de um país, de um município.

Pela Lei n°. 100/65, de 7 de dezembro de 1965, de autoria do Vereador Carlos Alberto Alves, foi criado o Brasão de Armas do Município de Paulo Afonso.

Câmara Municipal de Paulo Afonso - Estado da Bahia
Lei n° 100, de 7 de dezembro de 1965
Dispõe sobre a criação do BRASÃO DE ARMAS do Município de Paulo Afonso.

Art. 1°. -Fica criado o Brasão de Armas do Município de Paulo Afonso que passará a ter a seguinte descrição Heráldica e Elucidário:

DESCRIÇÃO HERÁLDICA
Escudo português, partido e cortado, formando três campos distintos.
No primeiro, um chefe de goles (vermelho) carregado de uma estrela de prata, complementado de um fundo de sab1e (preto), deixando. Bem destacado, também de prata, a silhueta dos três lances de uma cachoeira, tendo no alto uma faixa de blau (azul) que representa o céu; no segundo campo, de blau (azul) uma torre condutora de energia elétrica, de prata; no terceiro e último campo, em campanha, de sinople (verde), uma faixa ondada, de prata.

ELUCIDÁRIO
O escudo português representa a origem lusitana de nossa Pátria; a estrela evidencia a pessoa do sertanista e sesmeiro Paulo Viveiros Afonso, 1 °. explorador da localidade, hoje integrada pela Companhia Hidro Elétrica do São Francisco, no chamado “Sertão do São Francisco”; a silhueta de prata, em toda sua pujança, destaca a esplendorosa cachoeira de Paulo Afonso; a torre, caracteriza, pela sua forma original, o elemento normal que atravessando distâncias, leva o necessário conforto às populações longínquas do Nordeste; a faixa ondada, representa o rio São Francisco, uma das mais importantes vias fluviais do Brasil.
Num listel de goles (vermelho), em caracteres de prata, os seguintes dizeres: 1725 - PAULO AFONSO - 1958, respectivamente, início do povoamento e elevação à dignidade de cidade.
Como suportes, dois tipos clássicos da vegetação local, na sua cor.
Conjunto encimado pela coroa mural de cinco torres de prata que é de cidade, tendo sobre a torre central uma elipse de blau (azul), carregada de um “T’, de prata, símbolo do franciscanismo e orago da paróquia da Cidade de Paulo Afonso, na Bahia.

Art. 2°. -O Brasão de Armas do Município de Paulo Afonso, a que se refere o Art. 1°., figurará em todos os impressos oficiais do Executivo e Legislativo Municipal e de suas autarquias, bem como na bandeira do Município.

Art. 3°. -Esta Lei entrará em vigor a partir de 1 °. de janeiro de 1966, revogadas as disposições em contrário.

Sala das Sessões, 7/12/1965
Carlos Alberto Alves -Vereador.

Arq. Folha Sertaneja
Bandeira do Município de Paulo Afonso - BA

Bandeira do Município de Paulo Afonso - BA

 BANDEIRA MUNICIPAL

A Lei n°. 161/70, de 20 de janeiro de 1970, do mesmo Vereador, criou a Bandeira do Município de Paulo Afonso.

Câmara Municipal de Paulo Afonso Estado da Bahia
Lei n°. 161, de 20 de janeiro de 1970
Adota Bandeira do Município de Paulo Afonso

Art. 1 °. -Fica adotada a Bandeira do Município de Paulo Afonso.
Art. 2°. -A Bandeira terá as seguintes característicás: três (3) retângulos perpendiculares, em tamanhos iguais, sendo os das extremidades em campo vermelho e o do meio em campo branco, tendo ao centro, na devida proporção, o Brasão do Município, conforme Lei Municipal n°. 100/65.
Art. 3°. -Ficam expressas as dimensões principais da Bandeira
-Largura: O número de panos que for determinado.
-Comprimento: Uma vez e meia a largura do pano.
Art.4°. -A largura da Bandeira é dada pelo número de panos. O pano é a largura padrão do tecido filcli que mede 0,45 metros.
Art. 5°. -A Bandeira do Município de Paulo Afonso deverá ser hasteada em todas as solenidades comemorativas, Federais, Estaduais e Municipais.
Art. 6º - Esta Lei estará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.

Sala das Sessões, em 20 de janeiro de 1970
Ver. Carlos Alberto Alves
Ver. José David Neto
Ver. José Alcântara de Souza
Ver. Antônio Carlos de Lucena
Ver. Arsênio Pereira de Azevedo
Ver. José Moreira
Ver. João Bosco Ribeiro
Ver. Manoel Barros de Freitas
Ver. Metódio Nunes Magalhães
Ver. Noé Pereira dos Santos
Ver. Diogo Andrade Brito
Ver. José Freire da Silva
Ver. João Francisco de Brito

A IMPORTÂNCIA DA CHESF PARA O DESENVOLVIMENTO REGIONAL

Arq. Folha Sertaneja
Guaritas da Chesf onde hoje é a Praça das Mangueiras

Guaritas da Chesf onde hoje é a Praça das Mangueiras

 O grande desenvolvimento proporcionado pela construção das usinas da Chesf levou à emancipação política da Vila Poty e Distrito de Paulo Afonso. Ou seja: se a Chesf não tivesse se instalado nesta região, não haveria Paulo Afonso.

Arq. Folha Sertaneja
Usinas Paulo Afonso 1, 2 e 3, em Paulo Afonso-BA

Usinas Paulo Afonso 1, 2 e 3, em Paulo Afonso-BA

Na região são sete grandes usinas da Chesf responsáveis por mais de 80 por cento da capacidade de geração de energia hidroelétrica desta empresa. Muitas cidades foram criadas e a existência da Chesf mudou toda a história do Nordeste, que pode ser contada em duas partes: O Nordeste antes e depois da Chesf.

Uma prova desse desenvolvimento é o próprio município de Paulo Afonso. Quando a Chesf chegou à região, em 1948, eram apenas alguns poucos casebres do povoado Forquilha. Dez anos depois de sua chegada a população de Paulo Afonso já era de mais de 25 mil habitantes e continuou crescendo, sendo em 2018 superior a 120 mil habitantes.

POPULAÇÃO DE PAULO AFONSO

Foto: João Tavares
Ilha de Paulo Afonso

Ilha de Paulo Afonso

 Quando Paulo Afonso se tornou município, em 1958, a população local era de 25 mil habitantes. O censo do IBGE de 2013 mostrava uma população de 117.394 moradores e em 2015 o número estimado de moradores, pelo IBGE era de 119.215 e é superior a 120 mil habitantes em 2018.

Arq. Folha Sertaneja
Bairro Tancredo Neves, antigo Mulungu

Bairro Tancredo Neves, antigo Mulungu

O grande potencial turístico com a presença de lagos, hidrelétricas, trilhas, cangaço, Raso da Catarina, parques e o grande cânion do rio São Francisco levou o Ministério do Turismo a colocar Paulo Afonso como um dos 115 destinos turísticos do Brasil, embora muito pouco desse potencial esteja sendo explorado pelos empresários locais.

Foto: Antonio Galdino
Professor Gilberto Oliveira e a Faculdade Sete de Setembro

Professor Gilberto Oliveira e a Faculdade Sete de Setembro

 Outro grande polo de desenvolvimento que se apresenta é o dos cursos universitários. São várias faculdades com cursos à distância e quatro grandes instituições universitárias presenciais de nível superior no município: a Universidade do Estado da Bahia – UNEB, com vários cursos, a Faculdade Sete de Setembro – FASETE, também com vários cursos, o Instituto Federal de Educação – IFBA que tem o Curso de Engenharia Elétrica e a Universidade Federal do Vale do São Francisco – UNIVASF que se instalou no município oferecendo o Curso de Medicina.

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