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20.08.2018 | 19:55

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O professor Rob Rick e as nascentes de Paulo Afonso

Tudo lembra a urgência da revitalização do rio São Francisco

Francisco Nery Júnior

O professor Rob Rick e as nascentes de Paulo Afonso

acervo professor Nery
Pôr do sol na Ribeira, em Salvador-BA

Pôr do sol na Ribeira, em Salvador-BA

 A fotografia que ilustra esta matéria mostra o pôr do sol visto da orla da Ribeira, bem atrás da Igreja do Bomfim. Mas não vamos conversar sobre o poente. Conversaremos sobre nascentes. O Rob Rick do título é o imortal Roberto Ricardo do Amaral Reis. Era assim que nós o chamávamos ainda na PUC de Salvador e, mais adiante, no Colepa, o desmanche já em marcha.

Estávamos em audiência da Academia de Letras de Paulo Afonso, ALPA, com o senhor prefeito. A certa altura, Rob disparou, para surpresa do doutor Luís: “Por favor, vamos cuidar das nascentes de Paulo Afonso”. E repetiu: “Por favor!”.

Não há levantamento de nascentes no município, se elas existem. Sabemos de um rio outrora pujante que passa e que deve ser a vergonha do santo caridoso que lhe dá o nome – e a culpa é nossa.

Nossa porque dele não cuidamos. Apenas o exploramos e ele está morrendo. Preservar nascentes na região significa preservar o São Francisco. Preservado o rio, preservada está a pujança da nossa cidade; de toda a região. Sem água no rio, adeus irrigação, adeus transposição e adeus exploração energética. Adeus aos royalties e adeus aos imposto pagos e gerados pela Chesf. Não cremos estar falando bobagens nem cremos estar com ideia fixa.

Além de preservar o rio – o São Francisco e todos os seus tributários – o proprietário rural que preservar as nascentes no seu território estará aumentando a sua renda. O governo brasileiro – aleluia! – já recompensa financeiramente quem assim procede. Então, repetindo, quem cerca, arboriza e protege as áreas de nascentes no Brasil recebe dinheiro vivo da ANA, a agência nacional que cuida da exploração e uso da água.
É pura e simplesmente uma questão de sobrevivência.
Francisco Nery Júnior

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