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30.08.2018 | 14:09

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O senador John McCain e o menino da geladeira

Herói de guerra condecorado,eleito várias vezes para o Senado

Francisco Nery Júnior

O senador John McCain e o menino da geladeira

divulgação
Senador amaricano John McCain

Senador amaricano John McCain

 Sem isolamento, poucos amigos, concentração e capacidade - ou vontade - de observação e pesquisa, pouca coisa boa poderá sair da pena do escritor.

Foi assim que o técnico em refrigeração, como Sidarta Guatama, procurava o caminho da salvação; o verdadeiro sentido da vida. Sidarta, já velho, remando de lado a lado para o pão de cada dia, não encontrou o caminho. O jovem consertava a geladeira e responsavelmente procurava me ouvir, opinava e redarguia. “Mas o senhor sabe que [tendo a intenção de ser justo], a gente fica malvisto.” Decididamente, leitor, honestidade e verdade não são garantias de bons amigos. Provavelmente ele já tinha lido na bíblia que “todo aquele que tomar o lado do pobre sofrerá perseguições”; injúrias e calúnias.

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Senador amaricano John McCain

Senador amaricano John McCain

John McCain foi capturado após a derrubada do seu avião enquanto bombardeava o Vietnan do Norte. Capturado, foi encarcerado e sofreu tortura durante cinco anos. Libertado, voltou aos Estados Unidos com algumas sequelas, herói segundo a ótica americana. Nos últimos vinte e oito anos, foi membro do Senado Americano.

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Senador amaricano John McCain

Senador amaricano John McCain

 Herói de guerra, condecorado e eleito várias vezes para o Senado, não se ufanou. Não foi sectário nem se fez escravo da política partidária. A sua lealdade primeira foi para com o cidadão americano. McCain tornou-se malvisto por setores do seu próprio partido. Agora, na morte por causa de um câncer no cérebro, recebe as honras póstumas de quem cumpriu o seu dever.

Não sabemos se o senador morto chegou ao ponto de ter vergonha de ser honesto. Não sabemos se se conformava em ter poucos amigos. O filósofo Leandro Karnal afirmou que os honestos e intelectuais têm poucos amigos. O que temos certeza, todavia, é que John MacCain, como o cronista e os leitores também um dia, finalmente se libertou do dilema cruel se deveria agir ou se acomodar.
Francisco Nery Júnior

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