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06.09.2018 | 22:51

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A estocada do ódio – Jair Bolsonaro sofre atentado

Na última pesquisa IBOPE o candidato estava à frente

Francisco Nery Júnior

da net
Candidato a presidente da República do Brasil, Jair Bolsonaro, sobre atentado em Juiz de Fora/MG

Candidato a presidente da República do Brasil, Jair Bolsonaro, sobre atentado em Juiz de Fora/MG

 A estocada do ódio – Jair Bolsonaro sofre atentado

O candidato Jair Bolsonaro está, neste momento, na mesa de cirurgia do hospital da Santa Casa de Misericórdia em Juiz de Fora, Minas Gerais. Levou uma estocada desferida por Adélio Bispo de Oliveira natural de Montes Claros, na mesmas Minas Gerais, enquanto era carregado por correligionários em comício de campanha.

A Polícia Federal se apressa para esclarecer as motivações do agressor, que ironicamente tem um nome de valor. Segundo alguns autores, Adélio significa homem digno, ilustre, de linhagem nobre. Bispo significa supervisor, administrador. O bispo era o sucessor dos apóstolos, homens que impunham as mãos e transmitiam a graça de Deus. E Oliveira, foi sobre os ramos das oliveiras de Jerusalém que Jesus entrou triunfalmente na Cidade Santa montado em um jumento. A graça que o bispo da hora passou para nós foi uma estocada odiosa no candidato do PSL, Partido Social Liberal, à presidência da República.

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Jair Bolsonaro sofre atentado em Juiz de Fora/MG

Jair Bolsonaro sofre atentado em Juiz de Fora/MG

As relações de ódio estimuladas nas relações políticas do Brasil nos últimos tempos têm estado num crescendo assustador. Não é necessário ser profeta para prever que algo mais grave poderia acontecer. Já escrevemos nesta coluna, leitor, que no caldeirão da nossa política do momento está faltando um cadáver. Quando lideranças partidárias irresponsavelmente estimulam o ódio entre classes sociais, etnias, religiões e origens, seria ingenuidade não esperar o pior.

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Candidato a presidente da República do Brasil, Jair Bolsonaro, sobre atentado em Juiz de Fora/MG

Candidato a presidente da República do Brasil, Jair Bolsonaro, sobre atentado em Juiz de Fora/MG

As consequências são imprevisíveis. Atos desta natureza têm sido verdadeiros marcos na História. O assassinato do arquiduque Francisco Ferdinando da Áustria-Hungria desencadeou a Primeira Guerra Mundial. A invasão da Polônia pelos alemães, a Segunda Guerra. No Brasil, o assassinato de João Pessoa foi o estopim da Revolução de 1930.

Não queremos crer em algum tipo de complô organizado, embora comecem a aparecer fotos e e-mails comprometedores. A inevitável vitimização do candidato provavelmente lhe acrescentará votos. A mancha agora acrescentada à nossa história é inédita. Temos tido apenas ameaças como o ataque à família do presidente Getúlio Vargas no Palácio do Catete (o suicídio de Vargas foi um ato de vontade própria, como bem define o vocábulo).

Torcemos pelo império da vontade popular através do voto. Nenhum de nós deseja intervenção militar, entendendo com isso a intervenção solicitada por um grupo preponderante. Temos que ter bem claro na nossa cabeça que os militares – que têm uma missão específica definida na Constituição – são solicitados a intervir. Eles não intervêm pura e simplesmente.

Em suma, a esperança é que o atentado a Jair Bolsonaro tenha uma consequência bem oposta à anarquia e ao uso da força – ao poder do mais forte.

Francisco Nery Júnior

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