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16.11.2018 | 12:50

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A Manhã Sergipana da III Bienal do Livro de Paulo Afonso 2018

Dia 14 de Novembro, no Memorial Chesf Paulo Afonso

Marcos Antônio Lima

A Manhã Sergipana da III Bienal do Livro de Paulo Afonso 2018

Divulgação
Membros da AGL na III Bienal do Livro de Paulo Afonso

Membros da AGL na III Bienal do Livro de Paulo Afonso

fotos Negrito
Manhã Sertaneja na III Bienal do Livro de Paulo Afonso - 14/11/2018

Manhã Sertaneja na III Bienal do Livro de Paulo Afonso - 14/11/2018

 Os ponteiros do tempo cruzavam a linha de chegada das oito e trinta quando adentrei aquelas paredes de haste de ferro fundida e transformada em arte. O aconchegante auditório do Memorial Chesf. Havia ali uma agradável fragrância de poesia a evolar-se por entre as frestas das Janelas da Alma de “Lucas Lamonier” perfumando todo o ambiente.

Aquele ar doce e aromático que invadiu minhas narinas entrou em erupção e transformou-se em êxtase poético. Eis que vislumbrei o conhecimento que fluía das mentes privilegiadas daqueles iluminados menestréis que ocupavam o palco, a planar feito aureolas de anjos por sobre suas cabeças e veranear por toda a plenária, interagindo com as pessoas, e com os alunos da Escola Municipal Manoel Nascimento Neto.

fotos Negrito
Professor Carlos Alexandre na Manhã Sergipana da III Bienal P. Afonso

Professor Carlos Alexandre na Manhã Sergipana da III Bienal P. Afonso

A 3ª Bienal do Livro de Paulo Afonso foi marcada por vários momentos espetaculares, dignos das mais fantásticas fabulas, dos mais distantes reinos, das mais sublimes literaturas, dos mais distintos mundos. Desde a sua abertura, quando o Grão-Menestrel Edson Mendes, a pedido do Guerreiro das Letras, Antônio Galdino, nos conduziu de forma carismática e segura, pelos túneis do tempo através dos anais da história, muito antes da própria história de Paulo Afonso, nos revelando a idade de 200 anos do Juá, e nos provando com argumentos fundamentados em respeitável pesquisa que Paulo Afonso é o coração do Brasil.

fotos Negrito
Escritores Carlos Alexandre, Marcos Antônio Lima e Lucas Lamonier

Escritores Carlos Alexandre, Marcos Antônio Lima e Lucas Lamonier

 Dentre esses fantásticos momentos que foram gravados pela retina, e incensaram os fios de nossa memória, aconteceu a Manhã Sergipana ministrada pelos Professores Carlos Alexandre e Lucas Lamonier, ambos da Academia Gloriense de Letras (AGL).

Carlos Alexandre Nascimento Aragão, além de ser um fabuloso mago da educação, é enquanto professor de Língua Portuguesa na Rede Estadual de Sergipe e atua no Centro de Excelência 28 de Janeiro em Monte Alegre de Sergipe-SE, onde reside, que ele faz eclodir o seu condão educacional.

É graduado em Letras Português/Inglês (UNIT) e Mestre em Letras (UFS). Pesquisador na área de Língua Portuguesa com ênfase em Análise do Discurso a coordenar vários projetos, e quando “A Poesia Vai a Escola” ele vai junto com “Os Cronistas do Sertão” cavalgando pelas pradarias em sua “Plêiade Cavalo-do-Cão” de “Mãos dadas com a Poesia” com destino ao fabuloso “Sarau do Coreto”, até lançar, em 2017 o seu primeiro livro intitulado: “O Professor de Língua Portuguesa e as imagens de si: uma abordagem discursiva”. Carlos, que é membro Efetivo da Academia Gloriense de Letras, onde ocupa a cadeira de nº 13, veraneou com soberba habilidade pelo universo das crônicas, desfolhando temas e iluminado com o farol do conhecimento as veredas deste belíssimo estilo literário, estimulando nossos jovens a lerem e produzirem crônicas, termo utilizado em sua afável palestra.

fotos Negrito
Professor Lucas Lamonier na Manhã Sergipana da III Bienal P. Afonso

Professor Lucas Lamonier na Manhã Sergipana da III Bienal P. Afonso

 Lucas Lamonier Silva Santos é um atilado professor, escritor e poeta. Licenciado em Letras/Português, é também Bacharel em Administração, pós-graduado em Literatura Brasileira e Portuguesa, além de mestrando em Ciências da Educação.
Eis que derramava de forma generosa, a sua inestimável bagagem de inteiro teor literário sobre a plenária, que atentamente a tudo via, ouvia e absolvia com esmero, fazendo eclodir num cenário abstrato no qual Educador interagia de forma harmoniosa com a plenária, onde os educandos abraçavam com braços fortes e concretos, as estrofes da poesia de cordel.

fotos Negrito
Violeiros Ceará e Romeu participaram da Manhã Sergipana

Violeiros Ceará e Romeu participaram da Manhã Sergipana

 

Lamonier que também é pós-graduando em Gestão e Empreendedorismo Turístico, atualmente é Presidente da Academia Gloriense de Letras. Em 2015, lançou seu primeiro livro “Janelas da Alma” e “Unidos pelo amor, abraçados pela fé”, ambos da (AGL) de Nossa Senhora da Glória – SE.

fotos Negrito
Presidente Antônio Galdino e membros da ALPA saúdam os confrades sergipanos

Presidente Antônio Galdino e membros da ALPA saúdam os confrades sergipanos

A temática ilustrada de forma simplificada e divertida, na qual fora introduzida a arte cênica, o cordel e a poesia em seu contexto mais pleno levaram a platéia ao delírio poético de uma forma espetacular, jamais vista e consequentemente ao apogeu de letras, nunca sentido antes. Tal estado de satisfação cultural deverá perdurar ao longo dos anos, ou quando nada, até a quarta Bienal do Livro em 2020.

Divulgação
Membros da ALPA e AGL na III Bienal do Livro de Paulo Afonso

Membros da ALPA e AGL na III Bienal do Livro de Paulo Afonso

Levando-se em consideração que um país é feito de homens e de livros como disse o ilustre Monteiro Lobato, é licito afirmar que uma Bienal é feita de escritores e suas respectivas obras.

Marcos Antônio Lima
Poeta, escritor, Membro da Academia
de Letras de Paulo Afonso – Cadeira Nº 28

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