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28.12.2018 | 11:19

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Natal de 2018. Ano Novo, 2019. Um novo olhar sobre a vida que segue

Quem em 2019 seja Natal todo dia, na sua vida!

Antônio Galdino - Ilustrações da internet

Natal de 2018. Ano Novo, 2019.

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Ano novo. Esperança nova!

Ano novo. Esperança nova!

Um novo olhar sobre a vida que segue

Joaquim Maria Machado de Assis foi um escritor brasileiro, amplamente considerado como o maior nome da literatura nacional. Nasceu em 21 de Junho de 1839 e morreu em 29 de Setembro de 1908.
E ele era mulato, de família muito pobre e lia, lia muito sob a luz dos postes de iluminação pública da sua cidade do Rio de Janeiro em um tempo em que os negros, escravizados, eram considerados uma sub-raça no Brasil.
Dentre as grandes obras e escritos que deixou, o Soneto de Natal, que ainda hoje é considerado como, “a crítica da mediocridade nacional”, na avaliação do cronista dos nossos tempos, Rogel Samuel, também poeta, romanciasta e webjornalista, Doutor em Letras e Professor Aposentado da Pós da UFRJ (disponível em www.geocities.com/rogelsamuel).

Soneto de Natal

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Viver com esperança e fé

Viver com esperança e fé

Um homem, - era aquela noite amiga,
Noite cristã, berço do Nazareno, —
Ao relembrar os dias de pequeno,
E a viva dança, e a lépida cantiga,

Quis transportar ao verso doce e ameno
As sensações da sua idade antiga,
Naquela mesma velha noite amiga,
Noite cristã, berço do Nazareno.

Escolheu o soneto . . . A folha branca
Pede-lhe a inspiração; mas, frouxa e manca,
A pena não acode ao gesto seu.

E, em vão lutando contra o metro adverso,
Só lhe saiu este pequeno verso:
"Mudaria o Natal ou mudei eu?" (Machado de Assis)

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A esperança traz verde à terra ressequida

A esperança traz verde à terra ressequida

 Se ajustarmos o foco do nosso olhar para os dias de hoje teremos de compreender que a grande dúvida existencial do poeta nos envolve a cada mês de Dezembro e continua a nos abraçar mesmo após passado o brilho estonteante das praças, dos shoppings, das casas enfeitadas de cores vivas e chamativas.

Veremos que é importante retomar a questão levantada no último verso: "Mudaria o Natal ou mudei eu?" e tentar compreender o que levou o homem a transformar a história maravilhosa do nascimento de uma criança de mudou o mundo – Jesus Cristo – em uma oportunidade de estimular o consumismo, induzir as crianças a esperar e venerar intensamente a figura de um velhinho de barbas brancas e roupa vermelha que percorre os espaços em um carro aberto puxando por renas que voam e leva sempre consigo um grande saco cheio de presentes que vai deixando para as crianças entrando em suas casas no meio da madrugada pela chaminé...

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Fé em Deus!

Fé em Deus!

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Amanhã vai ser melhor...

Amanhã vai ser melhor...

 Para se reconhecer e viver o verdadeiro Natal, talvez seja oportuno lembrar de algumas palavras: “Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu, e o principado está sobre os seus ombros, e se chamará o seu nome: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz.” (Isaías 9:6)

Também, ao chegar o fim de cada ano, envolvidos em crendices e simpatias como pular ondas do mar, vestir-se de roupas brancas, abrir garrafas de champanhe, assistir, se possível ao vivo ou pela televisão os espetáculos da queima de toneladas de fogos de artifícios e, nesses momentos, o homem costuma reapresentar uma lista interminável de compromissos de mudanças que vai implementar em cada novo dia do ano que chega. Quanta mediocridade instituída...

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Há vida na aridez da terra

Há vida na aridez da terra

 É preciso mesmo que a chegada do verdadeiro Natal também traga em si o sentimento sincero de avaliar os dias que findam, ver o que se fez de proveitoso e que mudanças serão necessárias para que se possa viver, intensamente, de forma linda e radiante, a cada novo amanhecer, a Esperança, aquela “meninazinha de olhos verdes” que mesmo depois da canseira de 365 dias, renasce, “outra vez criança, ainda antes dos ponteiros do relógio se abraçarem no último minuto do ano que acaba.

Esperança
Lá bem no alto do décimo segundo andar do Ano
Vive uma louca chamada Esperança
E ela pensa que quando todas as sirenas
Todas as buzinas
Todos os reco-recos tocarem
Atira-se
E
— ó delicioso vôo!
Ela será encontrada miraculosamente incólume na calçada,
Outra vez criança...
E em torno dela indagará o povo:
— Como é teu nome, meninazinha de olhos verdes?
E ela lhes dirá
(É preciso dizer-lhes tudo de novo!)
Ela lhes dirá bem devagarinho, para que não esqueçam:
— O meu nome é ES-PE-RAN-ÇA... (Mário Quintana)

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Esperança

Esperança

Dia destes recebi um lindo vídeo que mostrava um cego sentado sobre um papelão e ao seu lado um cartaz dizia: EU SOU CEGO. POR FAVOR, AJUDE! A maioria das pessoas passavam e não lhe davam atenção. Um ou outro jogava uma moeda. Até que passou uma jovem e escreveu algo no cartaz, o que fez com muitas pessoas deixassem suas moedas para o pedinte. Ao perceber a mudança de atitude das pessoas ele perguntou à moça: O que você escreveu na minha plaquinha. E ela disse: Escrevi a mesma coisa, só que com outras palavras: É UM LINDO DIA E EU NÃO POSSO VER ISSO.

Talvez em 2019 necessitemos escrever a nossa história como outras palavras.

Que neste novo ano, na nossa vida, na nossa caminhada, seja Natal todo dia!
(Prof. Galdino -jornal Folha Sertaneja)

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