Paula Rubens, presidente do IGH de Petrolândia/PE, lança livro CINEMAS DE PETROLÂNDIA
Antônio Galdino da Silva
Recebo, com alegria, a notícia que compartilho com todos neste site, que é o lançamento de um livro que remete às memórias dos Cinemas de Petrolândia/PE, buscadas no fundo do baú por Paula Rubens, presidente do Instituto Geográfico e Histórico de Petrolândia/PE.
O lançamento foi feito entre os amigos da AABB do Recife que foram abraçar a colega dos velhos bons tempos do Banco do Brasil e aplaudi-la por tão boa iniciativa.
Assim recebo essa boa notícia:
“Com trilha sonora dos anos 1960, vinhetas do Canal 100, trailer do clássico Django e direito a pipoca, a AABB-Recife recebeu na última quinta-feira(3), o lançamento do novo livro da memorialista Paula Rubens, CINEMAS DE PETROLÂNDIA.
Durante o evento, a autora realizou uma palestra repleta de passagens engraçadas e marcantes sobre a dinâmica das salas de cinema, as reações do público e os pioneiros da sétima arte em Petrolândia.
A obra resgata a história dos cinemas que marcaram gerações na antiga cidade, desde as primeiras exibições na década de 1950 até os atuais cineclubes.
Paula Francinete Rubens de Menezes é presidente do Instituto Geográfico e Histórico de Petrolândia e há uma década se dedica à pesquisa e preservação da memória do município submerso. Segundo ela, encontros como esse, que reúnem conterrâneos em torno de lembranças afetivas, são parte do processo de cura de quem vivenciou o trauma de ver sua terra natal desaparecer do mapa.
O livro está disponível na Estante Virtual, na Amazon e no site da editora:
https://clubedeautores.com.br/livro/cinemas-de-petrolandia
Sobre esse acontecimento, assim falou Jaques Reberboim, Membro da Academia Pernambucana de Letras
"Seria bom se todos os municípios de Pernambuco tivessem seus Institutos Históricos e Geográficos. E que houvesse muitas Paulas Francinetes, como esta, Rubens de Menezes, que assina Paula Rubens e agora lança seu novo livro, sobre a história dos cinemas em sua terra natal, a bela Petrolândia.
Resgatar as histórias locais, as histórias municipais, a memória coletiva, tudo isso avulta em dimensão no momento atual, em que os grandes centros econômicos e financeiros do país se tornam onipresentes e obliteram as culturas, os valores e as idiossincrasias das regiões por eles consideradas como “periféricas”.
Parabéns à autora. Temos a convicção de que sua pesquisa será frutífera nas mentes e nos corações daqueles que verdadeiramente amam a sua terra."
https://www.instagram.com/share/p/BAJgtl7BU_
A autora desse resgate da história e das memórias de sua terra, é só gratidão aos que estiveram no lançamento de sua obra quando, como bem afirmou Jaques Reberboim, cada gestão municipal precisava ter Paulas Francinetes para que as histórias e memórias de um lugar, suas origens não sejam esquecidas pelas futuras gerações... De fato, nós historiadores não temos encontrado interesse dos gestores para isso e, muitas vezes, sem esses cuidados, essas raízes se perdem pelos caminhos...
Disse Paula Rubens: “CINEMAS DE PETROLÂNDIA - em Recife - Noite de mergulho nas lembranças dos cinemas de Petrolândia! Filmes, trilhas e histórias que marcaram gerações e ainda vivem na gente. Falar sobre isso é cura — e também uma forma linda de reforçar nossos laços.
Gratidão aos conterrâneos e familiares queridos pelo reencontro cheio de afeto, aos amigos da Academia de Artes e Letras da @AABB-Recife, ao pessoal do Centro de Estudos da História Municipal e aos colegas aposentados do BB, que fizeram esse momento ainda mais especial com suas presenças! Foi bom demais!!!!
E você, lembra de algum filme marcante que assistiu em Petrolândia? Ou de quando, pela primeira vez, se deparou com a telona?”
E, por viver há 70 anos em uma cidade – Paulo Afonso-BA - que já teve seis grandes cinemas, ficou muitos anos sem ter nenhum e agora tem um, ouso me estender um pouco mais sobre esse tema – resgate de histórias e memórias e de Paula Rubens que conheci faz poucos anos quando ela participou de uma Bienal de Livro que organizei pelo Jornal Folha Sertaneja em parceria com a Academia de Letras de Paulo Afonso que eu presidia na época e também através do amigo comum, Edson Mendes, como ela, ex-funcionário do Banco do Brasil.
Há anos a pesquisadora Paula Francinete Rubens de Menezes, ou apenas Paula Rubens vem se dedicando a uma missão difícil e ainda pouco valorizada por muitos gestores nesse país que é a busca constante do resgate da história e da memória de um lugar, no acaso específico de um município, uma cidade de raízes históricas centenárias que se chamava Jatobá, em Pernambuco e passou a se chamar Petrolândia como uma homenagem ao Imperador D. Pedro II que, em visita a esta região para visitar a Cachoeira de Paulo Afonso, na margem alagoana do rio São Francisco, o que aconteceu em 20 de outubro de 1859, decidiu mandar construir a Estrada de Ferro Paulo Afonso também conhecida como Estrada de Ferro Piranhas (AL)/ Jatobá (PE), com o objetivo de facilitar a ligação destas terras chamadas do norte do Brasil às suas regiões Sudeste e Sul.
Jatobá recebeu a última estação desta estrada de ferro de 116 quilômetros que funcionou durante 81 anos, de 1882 a 1964, e ofertou trabalho para centenas de nordestinos, assim como pessoas dos mais longínquos lugares do país e profissionais das mais diversas áreas do conhecimento, como destaca o Museu Regional de Delmiro Gouveia.
Como asseguram os historiadores de Petrolândia com grande autoridade, a história do Bebedouro de Jatobá nos leva ao Século XVIII. Depois, em 1909, nasceu Petrolândia que em 1988 teve suas terras, se passado histórico, inundados pelas muitas águas do Reservatório de Itaparica...
Faz anos que Paula Rubens e um grupo de abnegados petrolandenses criaram o Instituto Geográfico e Histórico de Petrolândia e se mantém firmes na luta pelo resgate da história e das memórias centenárias desse lugar, Petrolândia, em Pernambuco.
Se redescobrir os tesouros do todo – a história de Petrolândia -, igualmente louvável é descobrir e tornar público, compartilhar com o mundo, também o valor de suas partes – nesse caso, os cinemas de Petrolândia -, cujas lembranças, dos mais idosos, tem iluminado seus rostos e o seu coração, ao recordar dos momentos marcantes de sua juventude, da maturidade, quando nem havia ou começavam a aparecer, timidamente as telinhas pequenas das televisões... O bom era mesmo deixar a alma expandir-se diante da telona, vendo os seus heróis preferidos, até chorar diante das histórias que lhe contavam por ali...
Cinema, a telona, a música de abertura, tudo no cinema, é marca forte e remete a tantas lembranças...
Assim, não tem como não aplaudir a iniciativa de Paulo Rubens ao tirar do fundo do baú, instigar a memória dos mais antigos, para mostrar aos das novas gerações, aos jovens que não largam seus celulares de telinha tão pequena, como eram fortes as emoções provocadas pelos filmes nas telonas dos cinemas...
Desculpem... Eu me empolguei com o tema, até já adquiri o livro de Paula Rubens no Amazon para lê-lo rapidinho.
Seja forte, resiliente, Paula Rubens, nessa luta pelo resgate e preservação das muitas histórias e memórias de Petrolândia e desta região sanfranciscana.
Antônio Galdino da Silva
Paulo Afonso-BA - 05/04/2025
A Paulinha nos surpreende a cada dia com suas pesquisas!! Foi uma palestra maravilhosa que nós, acima dos 50, pudemos vivenciar diante de tudo o que ela nos presenteou!! Parabéns Paulinha!!
Pofessor Galdino,Gestos e textos como esse, além de me levarem a uma retrospectiva, me lembram que não estou só. Há mais gente plantando sementes de memória, você é um deles.Isso renova minha esperança na colheita!Muito obrigada!